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2 de nov. de 2015

Finados – 10 Bandas Mais Expressivas do Rock Gótico



No final dos anos 70 com esfriamento da cena punk, começou-se a falar de uma nova onda, a tal “new wave”, uma nova leva de bandas que surgiam na cena algumas delas flertavam com a estética romântica e algumas outras juntavam a atitude punk com as temáticas mais sombrias. Muito dessa influencia ficou bastante visível no teor tétrico das letras, pela primeira vez ouvimos falar no termo rock gótico. Duas características são marcantes nessas bandas, a primeira é o uso de sintetizadores na estrutura das musicas, vivíamos os primeiros momentos do surgimento dos computadores pessoais. A outra é a figura influente de David Bowie, o músico pode ser considerado um dos principais culpados pelo surgimento de toda a new wave e consequentemente do rock gótico.

10ª Posição – Type O Negative

Banda surgida nos anos 90 nos Estados Unidos, fez naquela década bastante sucesso apresentando um misto de rock pesado com as temáticas do rock gótico, além é claro do uso excessivo das cores negras nos trajes e na estética dos álbuns. O vocalista e baixista Peter Steele com sua alta estatura e visual carregado é o principal símbolo da banda.  


09ª Posição – Interpol

Banda Nova Yorquina surgida no final dos anos 90, faz uma revisitação da sonoridade pesada e obscura de bandas como Joy Division e The Sound. A voz dos vocalista inclusive lembra bastante o timbre o vocal de Ian Curtis do Joy.  


08ª Posição – Depeche Mode

O Depeche Mode é uma banda Inglesa surgida no ano de 1980, a banda foi uma das primeiras bandas do new wave a flertarem com os elementos eletrônicos preconizados na década anterior pela turma do rock alemão e pelo camaleão David Bowie. Apesar de ter vários discos inclusos na lista do tecno pop a anda também possui produções visivelmente integradas na estética gótica do inicio dos anos 80.


07ª Posição – The Cult

O The Cult é uma banda também surgida no final da primeira metade da década de 80, duas características se sobressaem na música do The Cult, a primeira é a presença de palco e forma de cantar bastante parecida com de Jim Morrison (The Doors) e a técnica de guitarrista que lembra bastante Keith Richards dos Rolling Stones, a banda é parte integrante do rock gótico daquele período, principalmente no período do primeiro disco Love.



06ª Posição – Siouxie And The Banshes

Uma das bandas símbolos do movimento de rock gótico do Reno Unido, o Siouxie sempre exagerou nas maquiagens pesadas e nas temáticas das letras dark, bem como numa sonoridade bastante tétrica, marca constante do rock gótico dos anos 80.


05ª Posição – The Cure

A banda de rock gótico mais conhecida em torno do planeta inteiro é sem dúvidas o The Cure, muito dessa fama não se deve tanto ao som, que modificou-se bastante com o passar dos anos, mas se deve sim a figura do vocalista Robert Smith com suas letras ultra-depressivas e seu visual de lábios pintados com batom vermelho  maquiagens pálidas e cabelos arrepiados. A banda que já possui mais de trinta anos de trajetória e ainda realiza turnês ao redor do mundo.


04ª Posição – The Sound

The Sound é uma banda Inglesa de post-punk que pode ser tranquilamente enquadrada na estética gótica, com usa música possuindo muitos arranjos de teclados carregados, servindo de cama para as letras hiper depressivas do vocalista Adrian Borland.   


03ª Posição – Bauhaus

O Bauhaus é sem duvidas uma das bandas mais emblemáticas do estilo. O resgate dos personagens “alter ego” de David Bowie junto do peso do punk, formavam a imagem dessa banda de importância seminal nos anos 80. Como vocalista eles tinham Peter Murphy um dos maiores front man de toda a história do rock. Letras aludindo temáticas sombrias não faltaram como a clássica Bela Lugosi is Dead, que foi feita em homenagem ao ator de filmes de terror Italiano Bela Lugosi.


02ª Posição – Sisters Of Mercy

O nome da banda surgiu em homenagem uma música do poeta do folk canadense Leonard Cohen. A bateria eletrônica insistentemente realizando uma mesma marcação e o baixo sombrio junto do vocal grotesco de Andrew Eldritch. A canção Lucretia My Reflection e um dos clássicos dessa grande banda.



01ª Posição – Joy Division

Não há duvidas que a banda símbolo e uma das maiores culpadas pelo surgimento do termo “rock gótico” é o Joy Division. Surgida no final dos anos 70 na cidade de Manchester (Inglaterra) influenciada pelo próprio David Bowie e bandas como The Velvet Underground e The Stooges, o Joy Division foi a precursora numa sonoridade deliberadamente sombria. Não havia outra opção para banda a não ser criar arranjos tão soturnos quanto as letras escritas por Ian Curtis. São diversas as canções que discorrem sobre traumas, violência psicológica, autodestruição e toda sorte de vicissitudes da alma humana. Não fosse a força de uma música tão assumidamente gótica, a banda também é simbólica para o rock gótico, pelo motivo do vocalista Ian Curtis ter se enforcado dias antes da banda iniciar sua primeira turnê americana no auge do sucesso.




29 de out. de 2015

Halloween – O Dia das Bruxas e o Rock’N’Roll



O Halloween é uma festa muito famosa nos países de língua inglesa e conhecida no Brasil como o dia das bruxas. Essa festa remonta as festividades pagãs que aconteciam sempre no final do mês de outubro na cultura Celta. Os Celtas acreditavam que no final do verão os espíritos dos mortos saiam de suas sepulturas em busca de seus entes queridos vivos. Por conta disso colocavam na porta de suas casas todo tipo de indumentárias horripilantes como caveiras e abóboras assustadoras, visando afastá-los do local.

A festa do Halloween sempre foi muito bem vista pelo rock’n’roll. Desde os anos 70 quando algumas bandas de rock começaram a compor canções tendo como temáticas histórias de terror, ocultismo e todo tipo de informação que causasse arrepios em quem estivesse ouvindo. O rock como gênero musical sempre esteve ligado a atitudes inovadoras, transgressoras e por que não dizer proibidas. Certa atração pelo desconhecido é algo inerente a nossa natureza humana. Nada mais apropriado esse casamento do rock com uma festa popular que incitasse essa aproximação com o lado misterioso da nossa existência. Talvez esse o sucesso dessa união entre o rock e o dia das bruxas.


Abaixo algumas bandas e artistas que representam muito bem essa assustadora junção:

Black Sabbath

Banda pioneira de uma sonoridade mais pesada, no inicio dos anos 70, começou a compor canções com temáticas que falavam de terror, bruxas, ocultismo e outro assuntos negros. A banda continua ativa na atualidade, com a turnê chamada “13”.


Alice Cooper

Um dos primeiros artistas solo do rock a apresentar uma imagem assustadora em capa de discos e shows, com direito a cobras, pirotecnia e guilhotina em pleno palco. O artista continua na ativa, esteve recentemente no Rock In Rio tocando com o seu projeto Hollywood Vampires.


Kiss

Banda de hard rock da safra setentista, talvez a mais conhecida mundialmente nessa estética do susto, visto que todos os integrantes usavam e ainda usam maquiagens que visam assustar. A banda continua fazendo shows ao redor do mundo.


The Cure

Banda Inglesa de post-punk importantíssima no mundo do rock a partir dos anos 80 por divulgar o rock gótico, as letras do líder Robert Smith quase sempre carregadíssimas de tristeza e pesar, juntamente com o seu visual dark representado por uma maquiagem pesada formam a imagem da banda junto dos milhares fãs ao redor do planeta. A banda continua na ativa mesmo depois de uma parada de alguns anos.


Slipknot

A banda de rock da atualidade que melhor representa a junção do Halloween com o rock é a banda dos mascarados do Slipknot. Nas apresentações o visual consegue chamar a atenção bem mais que a qualidade sonora da banda que prima por um rock pesadíssimo, os integrantes usam no lugar de maquiagens mascaras assustadoras. E impressionante o mar de fãs que eles possuem em diversos países, inclusive no Brasil.


19 de ago. de 2015

ROCK - A HISTÓRIA DOS TERMOS QUE IMORTALIZARAM O GÊNERO MUSICAL



A HISTÓRIA DO TERMO ROCK’N’ROLL

Segundo o que se sabe, Alan Freed apenas buscou um nome que ele julgava associar a música com a dança frenética que os adolescentes exercitavam. "To rock" é balançar e "to roll" é rolar. Basicamente o nome significa "Balançar e Rebolar". E as duas palavras (rock e roll) já vinham sendo usadas em canções e em seus títulos, portanto o nome lhe parecia muito natural e de fácil assimilação, o que de fato era.


O que Alan Freed não sabia é que o termo era, dentro da comunidade negra, um sinônimo para sexo. Exprimem dois movimentos naturais exercidos durante uma relação sexual, o balanço cadenciado de cima para baixo e o rebolar do casal em horizontal. E esta conotação passou a ficar mais popular nos anos vinte, segundo consta, com o surgimento de uma canção, lançada pelo Black Swan Records no outono de 1922: "My Daddy Rocks Me (With One Steady Roll)", gravada pela cantora Trixie Smith.


A HISTÓRIA DO TERMO ROCK PROGRESSIVO
Não existe na bibliografia ligada ao estilo uma convergência exata de quando e como o termo "rock progressivo" começou a ser utilizado. A mais aceita foi a de que o termo foi usado para definir bandas de rock que tinham influência da música clássica e do "avant-garde", usando alguns conceitos desses estilos em sua música. Aliás, o próprio termo "progressivo" em si vem de propostas e formas musicais adotadas por essas vertentes desde aproximadamente os séculos XVIII e XIX.

Apesar de vaga e de não explicar por que grupos como Rush e Uriah Heep, por exemplo, que não possuem influências de música clássica em sua sonoridade, são incluídos nessa classificação, essa foi a definição mais aceita sobre o surgimento do termo "rock progressivo", provavelmente direcionada a grupos ingleses como ELP, Yes, Renaissance e King Crimson, que possuíam clara influência de música clássica e, em menor escala, da música vanguardista em seu som.

Outro, e também frágil, consenso, em relação à utilização desse termo é que ele teve seu início com a crítica inglesa no lançamento do primeiro disco do King Crimson, "In the court of the crimson king", em outubro de 1969.



A HISTÓRIA DO TERMO “GLAM ROCK”
O Glam rock (abreviação de Glamour Rock) é um gênero musical (sendo um subgênero do rock) criado na Inglaterra , conhecido também como glitter rock. Foi um estilo de música nascido no final dos anos 60 e popularizado no início dos anos 70. Era principalmente um fenômeno inglês que foi difundido em meados de 1971 e 1973. Nos EUA, o Glam rock teve um menor impacto e foi apenas difundido por fãs de música nas cidades de Nova Iorque e Los Angeles.
O Glam foi marcado pelos trajes e performances com muitos cílios postiços, purpurinas, saltos altos, batons, lantejoulas, paetês e trajes elétricos dos cantores. Eram os tempos da androginia e do glamour e suas músicas agitadas de rock n’ roll esbanjavam energia sexual. A ênfase lírica abordava a "revolução adolescente" (T. Rex - “Children of the Revolution “, Sweet - “Teenage Rampage“) assim como uma ampla notoriedade na direção de temas heterosexuais, sobre a decadência e fama.


A HISTÓRIA DO TERMO “PUNK”

"Holmstron queria que a revista fosse uma combinação de tudo em que a gente se ligava - reprises de televisão, beber cerveja, trepar, cheeseburguers, quadrinhos, filmes B e aquele rock´n´roll esquisito que ninguém além de nós parecia gostar: Velvets, Stooges, New York Dolls e agora os Dictators. (...)

Então eu achei que a revista deveria ser feita pra outros fodidos como nós. Garotos que cresceram acreditando só nos Três Patetas. Garotos que faziam festas quando os pais não estavam e destruíam a casa. Sabe como é, garotos que roubavam carros para se divertir.
Então eu disse: 'Por que a gente não chama de Punk?

A palavra "punk" pareceu ser o fio que conectava tudo o que a gente gostava - bebedeira, antipatia, esperteza sem pretensão, absurdo, diversão, ironia e coisas com um apelo mais sombrio".

O jornalista Legs McNeil (que no começo não escrevia muita coisa, mas conseguia material para a revista a partir de depoimentos orais) disse essas frases em 1975, quando os Ramones buscavam sucesso em clubes do underground novaiorquino, como o CBGB. Esse nome com definição degradante para uma revista, "Punk" (que significa, na tradução literal, "lixo" para pessoas), foi o fio condutor de uma revolução no rock´n´roll e na indústria fonográfica causada, principalmente, pelos Sex Pistols em 1977, 78 e 79.


 O historiador musical Vernon Joynson sustenta que a New Wave surgiu na Inglaterra no final de 1976, quando diversas bandas começaram a se afastar o movimento punk.[6] A música que seguiu o anarquismo das bandas de garagem , como o Sex Pistols eram caracterizadas como "punks", enquanto a musica que tendia para a experimentação, complexidade lirica, ou até mesmo uma produção mais elaborada foi caracterizado com "New Wave". Isso veio incluir músicos que se tornaram proeminentes no cenário do punk rock inglês de meados dos anos 70, como Ian Dury, Nick Lowe, Eddie and the Hot Rods e Dr. Feelgood;[7] E de acordo com a AMG tudo era "raivoso, inteligente" os compositores estavam se apropriando da música pop com atitude sarcástica e tensa, além da clara agressividade e energia do punk, como Elvis Costello, Joe Jackson, e Graham Parker.[8] Nos EUA, os primeiros New Wavers se encontravam em grande parte no clube CBGB, como Talking Heads, Mink DeVille e Blondie.[9] O dono da CBGB Hilly Kristal, se referindo aos primeiros shows no clube transmitidos pela TV em março de 1974, disse, "Eu acho que aquele era o inicio da new wave."[10] Além do mais, muitos dos artistas que eram anteriormente classificados como punk passaram a ser new wavers. Em 1977 uma copilação da Phonogram Records com o nome New Wave apresentava inúmeros artistas norte americanos, como Dead Boys, Ramones, Talking Heads e The Runaways.


A HISTÓRIA DO TERMO ROCK GÓTICO
Ao longo da história, o termo Gótico foi usado como adjetivo ou classificação de diversas manifestações artísticas, estéticas e comportamentais. Dessa maneira, podemos ter uma noção da diversidade de significados que esta palavra traz em si.
Originalmente, Gótico deriva-se de Godos, povo germânico considerado bárbaro que diluiu-se aproximadamente no ano 700 d.C.. Como metáfora, o termo foi usado pela primeira vez no início da Renascença, para designar pejorativamente a tendência arquitetônica, criada pela Igreja Católica, da baixa Idade Média e, por consequência, toda produção artística deste período. Assim, a arquitetura foi classificada como gótica, referindo-se ao seu estilo "bárbaro", se comparado às tendências românicas da época.
No século XVIII, como reação ao Iluminismo, surge o Romantismo que idealiza uma Idade Média, que na verdade nunca existiu. Nesse período o termo Gótico passa a designar uma parcela da literatura romântica. Como a Idade Média também é conhecida como "Idade das Trevas", o termo é aplicado como sinônimo de medieval, sombrio, macabro e por vezes, sobrenatural. As expressões Gothic Novel e Gothic Literature são utilizadas para designar este sub-gênero romântico, que trazia enredos sobrenaturais ambientados em cenários sombrios como castelos em ruínas e cemitérios. Assim, o termo Gothicism, de origem inglesa, é associado ao conjunto de obras da literatura gótica. Posteriormente, influenciado pela Literatura Gótica, surge o ultra-romantismo, um subgênero do romantismo que tem o tédio, a morbidez e a dramatismo como algumas características mais significativas.
No final da década de 70 surge a subcultura gótica influenciada por várias correntes artísticas, como o Expressionismo, o Decadentismo, a Cultura de Cabaré e Beatnick. Seus adeptos foram primeiramente chamados de Darks no Brasil, e curtiam bandas como Joy Division, Bauhaus, The Sisters of Mercy, entre tantas outras. Atualmente, a subcultura gótica permanece em atividade e em constante renovação cultural, que não se baseia apenas na música e no comportamento, mas em inúmeras outras expressões artísticas


A HISTÓRIA DO TERMO “HEAVY METAL”

William Burroughs batizou um gênero do rock quando publicou o romance The soft machine em 1961, dois anos depois de Almoço nu.  No texto, o personagem Uranian Willy é definido como “The Heavy Metal Kid”. Na concepção do autor, heavy metal se referia a algo viciante – no caso, o vício em drogas. O termo reapareceu em 1968, quando a banda Stepenwolf lançou a músicaBorn to be wild. Na terceira estrofe, canta: “I like smoke and lightning/ Heavy metal thunder”. Foi a primeira vez em que o termo apareceu associado ao rock.


A HISTÓRIA DO TERMO “GRUNGE”
Acredita-se que o termo "grunge" provem de uma pronunciação relaxada da palavra "grungy"[8] (jargão usado em inglês que quer dizer "sujo"),[9] que surgiu como um jargão dos termos em inglês "dirt" ("sujeira")[10] ou "filth" ("imundície", "porcaria").[11]
Mark Arm, o vocalista da banda Green River, de Seattle — e mais tarde do Mudhoney — é geralmente creditado como sendo o primeiro a usar o termo grunge para descrever este gênero de música. Arm usou o termo em 1981, quando escreveu uma carta com o seu nome Mark McLaughlin ao Seattle zine Desperate Times, criticando sua banda Mr. Epp and the Calculations como "Puro grunge! Puro barulho! Pura merda!" Clark Humphrey, editor da Desperate Times, cita isso como o primeiro uso do termo para se referir a uma banda de Seattle, e menciona que Bruce Pavitt da Sub Pop popularizou o termo como um rótulo musical em 1987–88, utilizando-o em várias ocasiões para descrever o Green River.[4] Apesar de Arm usar o termo originalmente de forma pejorativa, ele acabou se tornando conhecido como um dos gêneros musicais mais populares da década de 1990