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14 de set. de 2016

O baú sem fundo de Renato Russo: 20 anos após sua morte



Filme, musical, biografia, diário, coletânea de regravações, caixas especiais, materiais extras e exposição de objetos pessoais. Esses são só alguns dos lançamentos previstos em torno do nome e da obra de Renato Russo para os próximos meses. Uma maneira de a memória do líder da Legião Urbana continuar viva, mesmo depois de 20 anos da morte dele, que se completará em 11 de outubro.
"Renato jamais será esquecido por falta de preservação, felizmente", diz Arthur Dapieve, autor do livro-perfil "Renato Russo, o Trovador Solitário". "Tanto a família dele quanto os outros integrantes da banda fazem de tudo para manter a obra dele a salvo do esquecimento. E a quantidade de fãs, muitos dos quais nem eram nascidos quando o Renato morreu, faz o resto".
Divulgação
Capa do livro "The 42nd St. Band - Romance de Uma Banda Imaginária"
Ainda neste mês será lançado o livro "The 42nd St. Band - Romance de Uma Banda Imaginária", que reúne cadernos e folhas soltas que foram escritas em inglês pelo então garoto de 15 anos, Renato Manfredini. Uma curiosidade: Russo, o sobrenome emprestado, veio do líder de sua banda imaginária, o personagem Eric Russel, que dividia o palco com o ex-guitarrista dos Rolling Stones, Mick Taylor.
"Para os fãs do Renato Russo, este romance mostra que ele já projetava o que viria a ser a Legião Urbana e tudo que a cercava. E o público em geral poderá observar como Renato já tinha perspectiva de tudo que ele iria enfrentar no showbusiness como um todo. Relações contratuais com gravadora, turnês, relação com empresários, com a imprensa e a mídia, enfim, a própria cena do rock dos anos 1980, que revolucionou a indústria fonográfica e o entretenimento no Brasil", comenta Ronaldo Pereira, diretor artístico da Legião Urbana Produções.
Também chegará às livrarias ainda neste ano a edição revista e ampliada da biografia "Renato Russo - O Filho da Revolução", de Carlos Marcelo. "A memória de Renato vem sendo preservada por meio de iniciativas concretas, como o trabalho minucioso que está sendo feito de preparação para a exposição planejada para o MIS (Museu da Imagem e do Som) de São Paulo, em 2017", adianta o autor.
"Acredito que a exposição vai atrair milhares de fãs e deve se tornar um marco na preservação do legado artístico do líder da Legião. E há o trabalho espontâneo dos fãs, que se renovam a cada década. Eles também se encarregam de manter a chama acesa", diz Carlos Marcelo. A exposição contará com manuscritos, diários, discos, livros, esculturas, quadros, desenhos, fotos, instrumentos musicais e roupas, entre outras relíquias guardadas no antigo apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro.
Carlos Marcelo é também autor do texto de apresentação de uma caixa com os quatro álbuns solo de Renato Russo, que ganhou o nome de "A Força de Uma Vida" e promete trazer uma série de extras. Ao mesmo tempo, está sendo preparado outro CD, esta uma coletânea com regravações de sucessos feita por 12 jovens artistas e bandas de diferentes regiões do país, como Vespas Mandarinas e Selvagens a Procura da Lei; Uh La La, de Curitiba; Supercordas, de Paraty; Plutão Já Foi Planeta, de Natal; a cantora potiguar Cris Botarelli; e Codinome Winchester, de Campo Grande, entre outras. Com o nome de "Viva Renato Russo - 20 anos", a coletânea será distribuída gratuitamente em outubro no formato físico e estará disponível em streaming digital no Spotify.
Pouco depois, em 11 de outubro, estreia no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro, "Renato Russo, o Musical", a remontagem de "Renato Russo, a Peça", que ficou em cartaz entre 2006 e 2009 pelo Brasil, com a produção e atuação do ator Bruce Gomlevsky. Está em fase de produção também o longa-metragem "Eduardo e Mônica", baseado na canção de mesmo nome e que contará com direção de René Sampaio, o mesmo que, em 2013, levou às telas a trajetória de João de Santo Cristo, o protagonista da letra de outro clássico da banda de Brasília, "Faroeste Caboclo".
Já a edição comemorativa dos 30 anos do primeiro álbum, chamado de "Legião Urbana", foi lançada no início de 2016 como um CD duplo.

Obra resiste ao tempo

E a que se deve tanto interesse em torno da vida e da obra de Renato Russo? Arthur Dapieve garante que seja a qualidade do trabalho. "Essa qualidade confere o status de clássicos aos álbuns da banda e solo dele. O Renato construiu de caso pensado uma obra que sofresse o mínimo possível com a passagem do tempo. Não há referências cronológicas claras nas canções, intencionalmente. Isso as atualiza perpetuamente na sensibilidade de todo e qualquer ouvinte".
Já Carlos Marcelo acredita que essa longevidade da obra se deve também ao fato de o Brasil, em termos políticos e sociais, ter mudado muito pouco nestas três décadas. "Mesmo as letras escritas por Renato na primeira fase da carreira, ainda nos anos 1970, como 'Que País é Este?', continuam atuais. As desigualdades brasileiras, décadas depois do surgimento do Aborto Elétrico, continuam a atormentar a nossa realidade. Versos como 'vamos sair, mas não temos mais dinheiro, os meus amigos todos estão procurando emprego', de 'O Teatro dos Vampiros', poderiam ter sido escritos em 2016", diz.
O escritor não deixa de considerar também a atemporalidade das letras mais existencialistas, que falam de ética, amor e perdão. "Continuam e continuarão a fazer sentido, em especial para os jovens, quando eles perdem a inocência da infância e chegam à fase dos questionamentos e das descobertas íntimas".

O que ainda falta ser feito?

Ronaldo Pereira diz que os produtos envolvendo Renato Russo não pararão por aí. "Nos últimos três anos, não me surpreendi ao acessar o apartamento de Ipanema, onde Renato viveu os seus últimos anos, e ver a quantidade de manuscritos que incluía de peças de teatro a diários, de livros a desenhos e pinturas criados pelo artista, enfim, um acervo riquíssimo. E, mais do que isso, pipocam entre os fãs material inédito de Renato que detecto diariamente através das redes sociais".
Ao ser questionado a respeito do que ainda pode ser feito com relação à memória de Renato Russo, Carlos Marcelo é taxativo com relação a um livro que reúna todas as letras do compositor, incluindo os rascunhos de versos conhecidos. "Ajudaria os fãs a entender o método de composição do Renato, que, entre outros procedimentos, anotava e guardava frases soltas por décadas, até encaixá-las em alguma música inédita", conta. "Também acho que Brasília, apesar de possuir o Espaço Cultural Renato Russo e de algumas iniciativas isoladas, ainda pode e deve fazer mais para preservar a memória do cantor que foi decisivo na divulgação de uma cidade além do poder e ajudou a consolidar a alma cultural brasiliense".
Fonte:Site Uol

29 de jun. de 2016

05 GRANDES BANDAS DE IRMÃOS DO ROCK NACIONAL



Por Natan Castro

O rock nacional possui alguns fatos bem curiosos, um desses fatos é a importância que algumas bandas formadas por irmãos possuem na historia do rock nacional. Ao longo dos anos essas bandas demonstraram através de suas representatividades o quanto foram e continuam sendo fundamentais para a qualidade sonora do rock produzido no Brasil. Abaixo escolhemos as cinco bandas formadas por irmãos de maior expressividade em meio ao público e a critica.

05. VIPER
Irmãos Passarel
A banda de heavy metal paulistana Viper possui o pioneirismo de ser a primeira banda de heavy metal melódico com sucesso fora dos limites do Brasil. O Viper alcançou expressivo reconhecimento nos seus primeiros anos, chegando a excursionar fora do país, algo bastante difícil para bandas de rock nacional no final da década de 80 e inicio dos anos 90. Integrantes da banda depois formaram bandas de enorme sucesso no circuito nacional e mundial do heavy metal, dentre elas o Angra que teve em seus vocais um ex-integrante do Viper o vocalista André Mattos e também o guitarrista Yves Passarel atualmente guitarrista da banda Capital Inicial. A formação original do Viper possuía dois irmãos eram eles o já citado Yves Passarel e Pit Passarel. A banda fez recentemente uma turnê de aniversário de 25 anos de lançamento do seu primeiro álbum com todos os integrantes do período inicial.


04. KRISIUN
Alex Camargo, Moyses Kolesne e Max Kolesne
A banda de Death/Metal brasileira, proveniente do Rio Grande do Sul é considerada em todo o meio do Metal como uma das mais viscerais ao vivo. O trio formado pelos três irmãos Max Kolesne, Alex Camargo, Moyses Kolesne possuem no velho continente uma quantidade considerável de fãs e seguidores, são citados por diversas bandas da atualidade como referência, a velocidade e brutalidade do som da banda é para muitos o que a torna uma das mais respeitadas no meio do rock pesado na atualidade.



03. MUTANTES
Arnaldo, Sérgio e Rita Lee
A banda paulistana de rock psicodélico Mutantes é atualmente uma das mais festejadas, estudadas e admiradas no meio do Indie e dos pesquisadores musicais que se debruçam nas bandas surgidas na década de 60. Formada pelos irmãos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, a banda era formada também pela cantora Rita Lee e o baterista Dinho. Considerada uma das mais inventivas do período de ouro da psicodelia mundial, muito do culto hoje em torno dos Mutantes se deve a incrível capacidade que eles tinham de unir a música popular brasileira e latina com os preceitos da psicodelia americana e inglesa. Ao ponto de hoje serem tidos como uma das bandas mais importantes dos anos 60 ao lado de Beatles, Stones e Beach Boys.


04. SEPULTURA
Irmãos Cavalera

Sepultura é uma banda de Trash Metal de Minas Gerais formada pelos irmãos Max e Igor Cavalera em meados dos anos 80. É de longe a que alcançou mais sucesso no exterior, a importância do Sepultura extrapola o rock nacional e adentra a música brasileira, pelo fato de usar elementos formadores de nossa identidade nacional em dois discos de grande sucesso, são eles Chaos/AD e Roots. Esse último os integrantes da banda mergulharam de cabeça nas raízes sonoras e antropológicas do povo brasileiro, chegando a passar dias com índios em uma tribo no Mato Grosso do Sul, essa experiência segundo os integrantes foi de extrema importância para o sucesso do disco quando do seu lançamento em âmbito mundial. Para citar alguns dados o disco chegou a ultrapassar mitos do Pop como Madonna em vendas na Europa, e esse mesmo disco é tido hoje por diversas bandas e revistas especializadas em rock pesado como um dos álbuns responsáveis por apontar novos caminhos para o rock pesado. Não temos dúvidas que o titulo de banda nacional com maior reconhecimento mundial é do Sepultura dos irmãos Cavalera.


           

01.MADE IN BRAZIL
Irmãos Vecchione
A banda de rock’n’roll clássico paulistana Made In Brazil, é indubitavelmente a maior banda de rock do Brasil por diversos motivos. Formada pelos irmãos Oswaldo e Celso Vecchione, o Made In Brazil é a única banda brasileira que está na ativa ininterruptamente nos últimos cinquenta anos. Segundo os números a banda já teve mais de trezentas formações, porém sempre teve em sua formação Oswaldo Vecchione que toca baixo e durante alguns anos assumiu os vocais também. O Made In Brazil é responsável pelo surgimento do público de rock no Brasil. No inicio dos anos 70 a banda já pensava sua carreira de forma profissional, chegando a ter uma equipe de 26 pessoas entre técnicos, músicos e roadies. A banda lançou nos anos 70 verdadeiros clássicos do rock nacional, discos fundamentais como Paulicéia Desvairada, Jack O Estripador são tidos por muitas bandas como álbuns referenciais em suas formações sonoras. Atualmente a banda está voltada para a organização de uma turnê que comemorará os cinquenta anos de trajetória com um vocalista de renome assumindo os vocais.



11 de mar. de 2016

LOBÃO - O Rigor e a Misericórdia



Por Natan Castro

Lobão é reconhecidamente um talentosíssimo multi-instrumentista, de todos os instrumentos de corda somente o baixo o músico ainda não havia se aprofundado nos estudos, algo que aconteceu em o Rigor e a Misericórdia. A concepção desse disco é um sonho antigo de criar um álbum seguindo o estilo One-Man, que nada mais é que realizar todo o processo de produção de um disco completamente sozinho. O disco está calcado na sonoridade do rock setentista período que Lobão conhece com propriedade, suas principais referências vem de lá com nomes como Grand Funk Railroad e Led Zeppelin, logo nos primeiros instantes de Overture o tema de abertura do álbum, podemos sentir algo de épico no ar, algo que se faz perceber durante todo o disco, o acetato sonoramente está entre o hard rock setentista e o Arena Rock do inicio dos anos 80, tudo isso se constata quando Lobão abre um baú de acordes in virtuose, com nossos elogios aos interessantes solos de guitarras, sempre muito bem imaginados em timbres muito bem encaixados por sinal, exímio baterista, ele em algumas passagens chega a exagerar nas viradas, saturando o papel da bateria no andamento de algumas músicas. Não há dúvidas que o Rigor e a Misericórdia é um grande disco, o amadurecimento de Lobão referente às letras com o passar dos anos ficou visível, aos poucos Lobão deixou de lado as parcerias do passado com letristas e passou a forjar a partir de suas leituras um letrista dentro de si. Saber traduzir e transpor todo o arcabouço literário que ele nunca escondeu de ninguém como parte integrante de suas músicas, é algo que o diferencia de muitos no meio, foram poucos os letristas de um Brasil recente que transformaram reflexões criticas do cotidiano em grandes canções como A marcha dos infames, A posse dos Impostores, Os vulneráveis e O rigor e a Misericórdia, essas quatro músicas conseguem ter uma profundidade político-social que em contrapartida não encontramos num “Nhengattu” do Titãs, outro grande disco de rock de teor político do Brasil contemporâneo. 


O Rigor e a Misericórdia num campo estético traduz o momento apocalíptico e crucial que a democracia brasileira passa, não fosse somente isso ele é um dos pontos altos da carreira de um artista que vem com o passar dos anos realizando uma espécie de passagem para um estágio visceralmente oposto ao anterior. Lobão conseguiu transmutar uma imagem de roqueiro tresloucado sem papas na língua, para uma espécie de “gurú” de uma leva cada vez maior de artistas independentes, junte-se a isso sua luta por direitos autorais e sua persona on-line recheada de apontamentos críticos aos negros anos do PT a frente da direção da nação. Esse novo momento inclusive é muito parecido, mas claro guardadas as devidas proporções, com a fase de John Lennon de Nova York.  Lobão nesse disco só peca quando suaviza o discurso, em canções de teor idílico, recheadas de imagens poéticas que constratam totalmente com o restante das músicas, ao que nos parece apesar desse profundo amadurecimento o artista ainda não consegue dosar as duas coisas, algo que era marca de outros grandes nomes que surgiram nos anos 80. No mais o disco representa os primeiros instantes da chegada da fênix a um Brasil quase brilhante de luz, mas ainda repleto do fogo negro das ideologias retrógradas.


29 de nov. de 2015

MTV Brasil - DOC 20 Anos de História



Essa nova geração nascida no meio dos anos 2000, pouco pode acompanhar os anos dourados da MTV Brasil. A geração anterior que foi pré-adolescente e adolescente nos anos 90 essa sim pirou com aquelas toneladas de novas informações voltadas para o entretenimento. Quando a MTV Brasil entrou no ar, a MTV gringa já existia há dez anos. O documentário sobre história da MTV Brasil é imprescindível para entender a historia da juventude brasileira da década de 90 e meados dos anos 2000. É tamanha a importância dela no Brasil pelo motivo de que em determinado momento a MTV Brasil era a própria cena pop no país, ou seja, ela não só propagava os passos dos novos artistas e bandas como de alguma forma era um próprio produto de si mesma.

                            

                           

                           

25 de out. de 2015

Porque o Rock Nacional Sempre Foi Uma Cópia do Rock Gringo


Por Natan Castro

Daqui a algumas décadas um fenômeno chamado rock’n’roll, esse gênero musical que teve seu inicio lá nos idos da década de 1950, certamente estará sendo estudado em livros escolares e universidades mundo afora, tal qual estudamos hoje a revolução francesa, a revolução industrial e a guerra fria. Toda a mudança comportamental que afetou uma massa gigantesca de jovens no planeta, foi uma das principais características dessa revolução que antes de ter sido sonora, foi também social e porque não dizer econômica, haja vista toda uma mudança brusca na forma de criar e produzir espetáculos artísticos proposta e implantadas pelo rock’n’roll.

Se hoje vemos, estudamos e consumimos as obras de arte de pintores da Renascença, e se hoje compramos, assistimos e escutamos as obras dos músicos eruditos do século XVIII e XIX, não tenham dúvidas que os discos de grandes nomes como Beatles, Stones, Nirvana, Mutantes e Radiohead serão também estudados e consumidos como obra de arte. Junto com o fenômeno do rock veio um bocado de modificações, em novas formas de se vestir, se alimentar, protestar, divertir, enriquecer e até mesmo de amar. O mundo mudou com a chegada do rock e mudou mais ainda a forma da sociedade encarar a juventude, os jovens passaram de meros expectadores para protagonistas dos motores da história.

Depois da explosão do rock nos Estados Unidos, em sua segunda década de existência ele foi acolhido e disseminado em massa pela Inglaterra. Depois se espalhou de forma impressionante pelo planeta inteiro, a Beatlemania podemos dizer foi a maior responsável por essa pandemia roqueira em âmbito mundial. Com a chegada da internet ficou fácil perceber e verificar nos arquivos que os Beatles foram a mola propulsora para toda nova banda de qualquer parte civilizada do planeta naqueles mágicos anos sessenta.

O Brasil não fugiu a essa regra, a própria Jovem Guarda e a Tropicália que seriam desses dois movimentos musicais se não fosse às informações trazidas pelo rock’n’roll? De lá pra cá o dito rock nacional sempre, quase sempre mesmo não passou de um reflexo do rock gringo, vejamos a seguir um pouco sobre essa informação:

Roberto Carlos e a Turma da Jovem Guarda

O chamado Rei Roberto Carlos, alcunha que o mesmo inclusive recusa, foi nomeado assim não por acaso, bem como Elvis foi nomeado o Rei do Rock. Roberto surgiu com a Jovem Guarda que é fruto do rock americano e inglês, o movimento foi uma jogada de marketing do produtor cultural Carlos Imperial pegando carona no sucesso absurdo da Beatlemania. Um exemplo disso eram as diversas versões de sucessos de bandas artistas de fora feitos pelos artistas integrantes da Jovem Guarda.






Rock Nacional nos Anos 70, Psicodelismo e Progressivo

O Rock Nacional produzido nos anos 70, nada mais é que uma reprodução dos fundamentos da psicodelia do final dos anos 60 e do Rock Progressivo do inicio dos anos 70. Bandas como Som Nosso de Cada Dia, O Terço, Vimana, Moto Perpétuo, Modulo 1000 e outras viajaram nessas referencias e produziram uma sonoridade tal qual bandas como Pink Floyd, Emerson Lake & Palmer, Yes.









Rock de Brasília e o Rock Brazuka anos 80

No final dos anos 70 uma turma de jovens de Brasília se juntaram e montaram bandas de sucesso que ficou conhecida no país inteiro como o Rock de Brasília, eles eram na grande maioria filhos de Embaixadores, professores universitários e funcionários do alto escalão do palácio do planalto. Essa turma basicamente fazia uma releitura do movimento punk rock deflagrado por volta de 1977 na Inglaterra e nos Estados Unidos. Bandas conhecidíssimas hoje entre a galera como Legião Urbana (ex-Aborto Elétrico), Capital Inicial, Plebe Rude, Finis Africae e outras.










Em São Paulo e no Rio de Janeiro não foi diferente, bandas como Blitz, Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, Ira, RPM, Inocentes, Barão Vermelho, Titãs, Biquíni Cavadão e diversas outras. Essas bandas nada mais faziam que reproduzir uma sonoridade advinda de terras estrangeiras.







Desde o inicio houve uma lógica que os artistas e bandas brasileiras de rock não fugiram, sempre que um novo sub-gênero do rock surgia nos states, por aqui os produtores estavam a postos para de alguma forma criar uma cópia disso, claro que fosse rentável aos olhos da indústria fonográfica. Foi assim com o pessoal da Jovem Guarda (Beatlemania), rock nacional anos 70 (rock psicodélico e progressivo), Rock Brasília (Movimento Punk Inglês e Tio Sam), rock anos 80 (New Wave, Pós-Punk, Rock Alternativo, Gótico), rock anos 90 pessoal da Banquela Records (Movimento Grunge e British Rock, Heavy Metal e Trash Metal Europeu e Americano), rock nacional anos 2000 (New Metal e Emocore)

Quando o Brasil Transpôs a Influência

Os Mutantes

A banda paulistana composta por Rita Lee e os irmãos Arnaldo Baptista e Sergio Dias, em meio ao auge da Beatlemania começaram a forjar uma simbiose sonora com um cara mais brasileira. Os integrantes da banda também sofreram a influencia dos Beatles, Stones e outros grandes nomes do rock de fora, mas o que os difere dos demais, foi que eles se recusaram a apenas a ficar reproduzindo arranjos ou simplesmente criando coisas baseadas nos famosos acordes de suas bandas favoritas. Os três fizeram a partir disso uma mutação de fato, misturaram as influencias de fora com coisas de nossa música, juntamente com muita informação de música latina, criando assim um lance com a cara deles. Os Mutantes em seus poucos anos de existência com essa formação conseguiram criar através dessa mutação uma identidade própria que ninguém nem daqui e muito menos de fora conseguiu realizar ou muito menos copiar. A banda desde os anos 90 é tida no mundo do rock como uma das bandas mais originais de todos os tempos, músicos como Beck, Sean Lennon e bandas como Belle & Sebastian, Primal Scream, Sonic Youth e varias outras citam Os Mutantes como referencia certa. Temos aqui um exemplo sensacional a nível mundial de um grupo de rock que não só transpôs a influencia do rock gringo, como através dele conseguiu criar outra coisa, que hoje é conhecida no mundo inteiro como a música dos Mutantes.





Chico Science e Nação Zumbi

A banda recifense comandada por Chico Science é outro exemplo dessa evolução. A revolução estético-sonora proposta por Chico e sua turma, veio para revolucionar não somente o rock nacional como também a própria MPB. Nos fundamentos do Mangue-Beat Chico e Fred 04 propunham a junção de toda a vanguarda da música pop com a tradição nordestina do maracatu e diversas outras manifestações culturais de Pernambuco e do nordeste. Sendo assim eles juntaram as guitarras distorcidas do rock alternativo com as batidas dos tambores de nossas tradições afro-brasileiras criando uma sonoridade inédita. A revolução sonora trazida ao mundo do rock pela turma de recife chamou a atenção de gente como David Byrne (Ex- Talking Heads) e outros músicos conceituados da música pop. A Nação Zumbi e Os Mutantes representam as duas exceções da regra, esses dois grandes nomes do rock tupiniquim e da MPB conseguiram transcender as influencias e criarem sonoridades inéditas. Nada mais autêntico em tempos de tão pouca verdade musical.



10 de set. de 2015

TOP 07 – MELHORES RIFFS DO ROCK NACIONAL



A qualidade de bandas e artistas do rock nacional não deixa a desejar aos gringos. Quando o assunto é a qualidade de nossos músicos então, já tem algum tempo que nossos músicos são escalados para participar das grandes produções de música na gringa, haja vista o que aconteceu recentemente com o Kiko Loureiro (Angra) que foi convidado por Dave Mustaine do Megadeth para participar como guitarrista da gravação do novo disco da banda. Na lista abaixo os riffs escolhidos sem sombra de dúvidas fazem parte daquelas canções que dormem no fundo do nosso inconsciente, e logo nos primeiros acordes é fácil identificar de qual música pertencem esses riffs.

07ª POSIÇÃO – TODA FORMA DE AMOR (LULU SANTOS)



06ª POSIÇÃO – TEMPO PERDIDO (LEGIÃO URBANA)



05ª POSIÇÃO – BETE BALANÇO (BARÃO VERMELHO)



04ª POSIÇÃO – CARRY ON (ANGRA)



03ª POSIÇÃO – CASA DO ROCK (CASA DAS MÁQUINAS)



02ª POSIÇÃO – FLORES (TITÃS)


01ª POSIÇÃO – INÚTIL (ULTRAJE A RIGOR)


19 de ago. de 2015

PAULA CARREGOSA - A MUSA DO METAL NACIONAL



O quarteto de garotas que forma a banda de Detonator, o personagem interpretado pelo humorista Bruno Sutter, não está com ele só para fazer cena. Elas tocam pra valer. E uma delas, a guitarrista Paula Carregosa, vem se destacando pela virtuosidade, viralizando na web com seus vídeos caseiros e chamando a atenção de guitarristas conceituados, como Jeff Loomis e Jason Becker.
Paulitchas, como é conhecida, tem 24 anos e preferência pelo extremo: Cannibal CorpseNileThe Faceless e outros grupos brutais e técnicos estão na sua playlist. O gosto exótico e a velocidade de seus dedos formaram uma combinação atraente nas redes sociais a ponto de seu vídeo mais popular ter quase 4 milhões de visualizações no Facebook.
O vídeo com mais visualizações da guitarrista tem apenas 15 segundos, no qual ela toca um trecho de "The Ultimatum", do guitarrista Jeff Loomis (ex-Nevermore, atual Arch Enemy): são 26 mil curtidas, 36 mil compartilhamentos e elogios do próprio Loomis. "Quando mandei o vídeo, ele falou: 'Já vi, você está fazendo um bom trabalho'".
Em outro vídeo, ela toca uma música de Jason Becker, guitarrista que alia música clássica e metal. Apesar de hoje ele ser tetraplégico por conta de esclerose e comunicar-se com os olhos, Becker também manifestou sua aprovação: "Você está detonando", elogiou ele.

Vídeos toscos, mas reais

Os vídeos de Paula são amadores. Até há pouco tempo eram feitos por webcam, mostrando ela de toalha na cabeça após o banho ou com seu cachorro interrompendo as gravações. "Eu não sou muito frescurenta. Simplesmente estou tocando, estou com a câmera e gravo. Como não é profissional, não me preocupo com isso, é só meu dia a dia treinando", conta ela, que sempre tirou os sons de ouvido.
Paula vê em seu gosto parte do atrativo de tantos internautas. "Sempre tive visualizações elevadas, meio porque meu gosto musical é exótico. Eu só ouço death metal. E o pessoal se perguntava: 'O que essa mina com cara de patricinha está fazendo tocando death metal?'. Meu primeiro vídeo, tocando The Faceless, já deu umas 200 mil visualizações".
A visibilidade aumentou quando ela passou integrar a banda de Detonator, e trouxe até haters acusando de os vídeos serem fakes. "Tem 1% que vem xingar, mas o resto é apoio. Por ser mulher, há muito apoio, mas tem cara que olha e, mesmo que você esteja fazendo tudo certo, tenta achar um defeito para criticar".
O começo de tudo
Fã de death metal, ela começou a ter bandas na adolescência como baterista. Em uma delas, tocava deathcore --estilo que combina death metal e metalcore--, mas o som era técnico demais, os guitarristas sofriam para reproduzir as músicas e um dia ela os desafiou. Brincou que conseguia tocar. "Peguei a guitarra e saiu. Ficou todo mundo com aquela cara de 'ah, você tá zoando né?'. E a guitarra era de destro, tudo invertido para mim, que sou canhota", lembra Paulitchas.
A partir daí eles organizaram uma vaquinha e a levaram para comprar uma guitarra. Além de sair de lá oficialmente como guitarrista, Paula também saiu empregada: foi contratada para trabalhar na loja onde comprou o instrumento. Lá também pintou a oportunidade de tocar com Detonator.
Há três anos, o humorista Bruno Sutter fez na MTV uma seleção para montar sua banda. "Queríamos garotas bonitas que tocassem bem, tirando o estigma de que mulher bonita não toca e que para tocar metal as mulheres precisam ser masculinizadas, ou coisa do tipo. E encontramos a Paula e a Isa (Nielsen). A Paula me impressionou porque é muito rápida, com seus arpejos, foi uma aquisição muito bacana para a banda e é uma menina muito legal", diz Sutter.
Paula foi convidada para ir à MTV, mas ficou desconfiada. "Um produtor me viu na porta e falou: 'Preciso de você, você vai tocar na banda do Detonator'. Fui fazer o teste, mas achei que era de brincadeira. Mas, logo que toquei, o Bruno falou: 'Já está na banda'. Na gravação do programa, fiz a linha séria, porque não sabia como ele ia brincar, o que ia fazer, mas deu tudo certo. Depois vieram as outras meninas e estamos aí até hoje, as quatro", relata ela, que é só elogios ao "irmão" Bruno Sutter. "Ele me deu uma 'voadora' e disse: 'Vai fazer sucesso, minha filha'. Devo tudo a ele".
Paulitchas costumava dizer a Bruno, quando tomava bronca por não treinar as músicas: "Eu não sou guitarrista, sou uma pessoa que toca guitarra. Toco para mim, porque gosto". Agora, a realidade mudou, e a brincadeira virou carreira séria. "Hoje tenho patrocínios, pessoas que confiam em mim, sinto um pesinho e assusta um pouco".
O bom momento de Paula como guitarrista chegou a ser interrompido nos últimos meses. Ela foi morar em Londres com o então namorado, o baterista da banda Infant Annihilator, e se dedicou à carreira dele, esfriando seus projetos. Com o fim do noivado entre eles, voltou ao Brasil e percebeu que tinha de focar no trabalho próprio.
A banda de Detonator lançou em 2015 um EP, um disco ao vivo e um DVD gravado em Fortaleza e segue fazendo shows pelo país. Agora, Paula planeja alguns passos em carreira solo: ela vai lançar um EP de músicas instrumentais para apresentar seu trabalho como guitarrista virtuosa, misturando as influências de Loomis e Becker.

 Fonte: Site Uol

14 de ago. de 2015

DOC - A MORTE E RESSURREIÇÃO DA 89 RADIO ROCK FM




Vale muito a pena conferir o documentário A Morte e Ressureição da 89 RADIO ROCK FM, a radio que começou fazendo a cabeça de uma galera que começou a curtir rock no brasil dos anos oitenta junto do chamado rock brazuka. Se naqueles tempos tínhamos a revista BIZZ como publicação em papel voltada quase que totalmente para o rock, na radio tínhamos a 89 RADIO ROCK FM. No documentário temos depoimentos de locutores, diretores e artistas que representaram a radio no inicio até a sua morte em 2006 e a sua ressurreição em 2013. Vida longa a radio rock mais bacana do Brasil.


24 de jul. de 2015

E AGORA, QUAIS BANDAS IRÃO SALVAR O ROCK NACIONAL?




As bandas da geração do rock nacional dos anos 90, já começam a passar para o estágio de “tiozinhos” bandas como Skank, Pato Fu, Jota Quest, O Rappa e o aclamadíssimo Los Hermanos já possuem alguns anos de estrada e falar dos anos 2000 é praticamente falar dessas mesmas bandas, bom, mas e as bandas alternativas provenientes das enxurradas de festivais alternativos pelo Brasil afora? Bem o texto em questão trata das bandas que estão enquadradas na tradição de estourar no mainstream nacional, ou seja, tocar em rádios, em programas de TV, boas vendagens de discos, shows lotados, não que na esfera independente existam boas bandas, existem sim bandas excelentes inclusive, mas se formos verificar a história do rock nesses quase 60 anos, diversas foram as bandas que surgiram em garagens e ascenderam ao mainstream com qualidade convincente, podemos citar Nirvana e R.E.M para citar duas grandes.

Com a aposentadoria do CD e o surgimento do MP3 e com os softwares de áudio cada mais acessível, muitas bandas puderam produzir seus trabalhos, diferente de anos atrás onde você deveria entrar nas graças de um produtor de uma grande gravadora para dai começar a ter um certo reconhecimento. Porém o que parecia ser abertura para o surgimento de grandes bandas, não foi bem assim que aconteceu, podíamos entender que nesse novo momento teríamos a cada semana um novo Nirvana, uma nova Legião Urbana ou coisas do tipo, mas esse efeito nem surtiu tanto efeito assim, possibilidade de produzir e gravar de forma independente nem sempre significa qualidade musical, é isso que acontece hoje são diversas bandas, muitas podíamos dizer milhares, porém poucas com postura, atitude e qualidade musical. Até porque a maioria dessas novas bandas cai num erro de querer ser apenas uma cópia de grandes bandas que já possuem identidades próprias, no final das contas as bandas que realmente reverberam até hoje é também pelo fato de forjarem uma identidade, uma formula própria, beber nas fontes nunca fez mal a ninguém, porém evoluir é o ponto que alça uma banda ao status de grande banda de rock.

A internet deixou esse gostinho de e ai? Qual é a da vez? O rock nacional é nítido não ser mais o mesmo, já tivemos Jovem Guarda, Mutantes, O Terço, Raul Seixas, 14 BIS, Rock Brasilia, Sepultura, Angra, Mangue Beat, O Rappa, Los Hermanos só para citar algumas, e agora quais as próximas bandas da vez, quem salvará o rock nacional? Colocamos abaixo três bandas que acreditamos que podem iniciar uma recuperação dessa letargia que a cena rock (mainstream) no Brasil se encontra.

Vespas Mandarinas 
É uma banda de rock formada na cidade de São Paulo, no ano de 2009, composta por Thadeu Meneghini,Chuck Hipolitho e André Dea. Seu álbum de estréia, "Animal Nacional", foi indicado ao 14º Grammy Latino na categoria "Melhor Álbum de Rock Brasileiro", em 2013.



Selvagens à Procura de Lei 
 (também chamada apenas de Selvagens, ou ainda SAPDL) É uma banda brasileira de rock formada em 2009 na cidade de Fortaleza, Ceará. Seus fãs também são conhecidos como "Mucambada". O grupo apresenta uma influência do Rock nacional dos anos 80, inspirando-se em bandas como Legião Urbana e outras da época, com letras e arranjos muito pertinentes. Também é possível associar à banda, certa influência do indie rock dos anos 2000, como The Strokes e Arctic Monkeys.




Vivendo do Ócio


Jajá Cardoso, Dieguito Reis, Luca e Davide Bori formam mais que uma banda, são uma família roqueira. Eles vivem juntos em São Paulo desde que se saíram da Bahia e assinaram um contrato com a gravadora independente DeckDisk, fato que sucedeu a vitória no concurso GAS Sound, de 2008.