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7 de dez. de 2015

Nirvana Unplugged - Covers desconhecidos que se tornaram sucesso mundial na voz de Kurt Cobain


Por Natan Castro

Diz à lenda que o famoso Nirvana Unplugged MTV in New York quase foi pras cucúias, o motivo teria sido uma discussão dias antes do famoso acústico, o imbróglio teria sido entre Kurt Cobain e produtores do show e agente da gravadora que estavam exigindo um repertório mais conhecido para fazer parte da apresentação. Kurt Cobain teria sido taxativo em dizer que se as canções não fossem as escolhidas por ele para fazer parte do show, nada de acústico.

Mais uma vez a genialidade de um grande nome da música prevaleceu frente aos burocratas de gravadores que nada entendem da essência de um trabalho musical de verdade. O que é interessante que todos os covers eram praticamente desconhecidos, ou seja, de bandas que nunca havia sentido o gostinho do sucesso, o mesmo sucesso estrondoso que o Nirvana já fazia naquela ocasião em âmbito mundial. Das canções escolhidas por ele para fazer parte dos covers somente The Man Who Sold World de David Bowie e Where Did You Sleep Last Night de Ledbelly já eram pouco mais conhecidas.

A visão e os sentimentos de Kurt Cobain sobre aquelas canções estavam certas, haja vista a expressividade que essas canções passaram a ter depois do acústico. Não podemos esquecer é claro da força inventiva de Cobain dando novos rumos às músicas com modificações nos arranjos, tudo isso juntamente é claro com o grande poder de interpretação do líder do Nirvana. Abaixo poderemos comparar a versão original com a versão modificada por Kurt Cobain e o seu Nirvana.


Jesus Wants Me For A Sunbean - The Vaselines

                            

The Man Who Sold World - David Bowie

                            

Plateau - Meat Puppets

                            

Oh, Me - Meat Puppets

             

Lake Of Fire - Meat Puppets

                              

Where Did You Sleep Last Night - Ledbelly

                              

3 de dez. de 2015

TOP 05 – Melhores Clipes de Rock Formato de Animação




TOP 05 – GRAM (Você Pode ir Na Janela)


Banda de rock brasileira que fez muito sucesso com a música do clipe no inicio dos anos 2000.  O clipe tornou a banda bastante conhecida ainda nos tempos da MTV Brasil. A animação com o gatinho é uma das mais legais do rock nacional. A banda infelizmente já não existe mais.

TOP 04 – RED HOT CHILLI PEPPERS (Love Rollercoasters)


A música é trilha sonora dos filmes dos bonecos Beavis And The Butt-Head da MTV. A banda participou da trilha sonora do filme que tinha como protagonistas a dupla que fez muito sucesso na MTV americana.

TOP 03 – GORILLAZ (Clint Eastwood)


Gorillaz é um projeto do vocalista Damon Albarn da banda Inglesa de BritPop Blur. Uma espécie de grupo performático a banda é apresentada nos shows por bonecos representando os músicos num grande telão, eles ficam por detrás tocando e nunca aparecendo. Essa música foi a primeira música de sucesso do projeto.

TOP 02 – RADIOHEAD (Paranoid Android)



Esse foi o primeiro clipe a passar na MTV de uma música integrante do mítico álbum Ok Computer. A estética e enredo da animação já demonstrava como seriam cabeçoides os temas dos clipes que viriam depois. A música além de ser uma obra prima sonora, faz parte desse álbum que é reconhecidamente um dos discos mais importantes do rock.

TOP 01 – QUEENS OF THE STONE AGE (Go With The Flow)



Sem dúvidas um dos vídeo clipes de animação mais interessantes de todos, por usar uma técnica que junta animação com os movimentos reais de corpos humanos, perfazendo um efeito muito instigante para quem está assistindo. Com a temática envolvendo velocidade, sexo e rock foi muito bem interpretada pela animação, além de ser um dos melhores vídeo clipes da banda.

19 de ago. de 2015

PAULA CARREGOSA - A MUSA DO METAL NACIONAL



O quarteto de garotas que forma a banda de Detonator, o personagem interpretado pelo humorista Bruno Sutter, não está com ele só para fazer cena. Elas tocam pra valer. E uma delas, a guitarrista Paula Carregosa, vem se destacando pela virtuosidade, viralizando na web com seus vídeos caseiros e chamando a atenção de guitarristas conceituados, como Jeff Loomis e Jason Becker.
Paulitchas, como é conhecida, tem 24 anos e preferência pelo extremo: Cannibal CorpseNileThe Faceless e outros grupos brutais e técnicos estão na sua playlist. O gosto exótico e a velocidade de seus dedos formaram uma combinação atraente nas redes sociais a ponto de seu vídeo mais popular ter quase 4 milhões de visualizações no Facebook.
O vídeo com mais visualizações da guitarrista tem apenas 15 segundos, no qual ela toca um trecho de "The Ultimatum", do guitarrista Jeff Loomis (ex-Nevermore, atual Arch Enemy): são 26 mil curtidas, 36 mil compartilhamentos e elogios do próprio Loomis. "Quando mandei o vídeo, ele falou: 'Já vi, você está fazendo um bom trabalho'".
Em outro vídeo, ela toca uma música de Jason Becker, guitarrista que alia música clássica e metal. Apesar de hoje ele ser tetraplégico por conta de esclerose e comunicar-se com os olhos, Becker também manifestou sua aprovação: "Você está detonando", elogiou ele.

Vídeos toscos, mas reais

Os vídeos de Paula são amadores. Até há pouco tempo eram feitos por webcam, mostrando ela de toalha na cabeça após o banho ou com seu cachorro interrompendo as gravações. "Eu não sou muito frescurenta. Simplesmente estou tocando, estou com a câmera e gravo. Como não é profissional, não me preocupo com isso, é só meu dia a dia treinando", conta ela, que sempre tirou os sons de ouvido.
Paula vê em seu gosto parte do atrativo de tantos internautas. "Sempre tive visualizações elevadas, meio porque meu gosto musical é exótico. Eu só ouço death metal. E o pessoal se perguntava: 'O que essa mina com cara de patricinha está fazendo tocando death metal?'. Meu primeiro vídeo, tocando The Faceless, já deu umas 200 mil visualizações".
A visibilidade aumentou quando ela passou integrar a banda de Detonator, e trouxe até haters acusando de os vídeos serem fakes. "Tem 1% que vem xingar, mas o resto é apoio. Por ser mulher, há muito apoio, mas tem cara que olha e, mesmo que você esteja fazendo tudo certo, tenta achar um defeito para criticar".
O começo de tudo
Fã de death metal, ela começou a ter bandas na adolescência como baterista. Em uma delas, tocava deathcore --estilo que combina death metal e metalcore--, mas o som era técnico demais, os guitarristas sofriam para reproduzir as músicas e um dia ela os desafiou. Brincou que conseguia tocar. "Peguei a guitarra e saiu. Ficou todo mundo com aquela cara de 'ah, você tá zoando né?'. E a guitarra era de destro, tudo invertido para mim, que sou canhota", lembra Paulitchas.
A partir daí eles organizaram uma vaquinha e a levaram para comprar uma guitarra. Além de sair de lá oficialmente como guitarrista, Paula também saiu empregada: foi contratada para trabalhar na loja onde comprou o instrumento. Lá também pintou a oportunidade de tocar com Detonator.
Há três anos, o humorista Bruno Sutter fez na MTV uma seleção para montar sua banda. "Queríamos garotas bonitas que tocassem bem, tirando o estigma de que mulher bonita não toca e que para tocar metal as mulheres precisam ser masculinizadas, ou coisa do tipo. E encontramos a Paula e a Isa (Nielsen). A Paula me impressionou porque é muito rápida, com seus arpejos, foi uma aquisição muito bacana para a banda e é uma menina muito legal", diz Sutter.
Paula foi convidada para ir à MTV, mas ficou desconfiada. "Um produtor me viu na porta e falou: 'Preciso de você, você vai tocar na banda do Detonator'. Fui fazer o teste, mas achei que era de brincadeira. Mas, logo que toquei, o Bruno falou: 'Já está na banda'. Na gravação do programa, fiz a linha séria, porque não sabia como ele ia brincar, o que ia fazer, mas deu tudo certo. Depois vieram as outras meninas e estamos aí até hoje, as quatro", relata ela, que é só elogios ao "irmão" Bruno Sutter. "Ele me deu uma 'voadora' e disse: 'Vai fazer sucesso, minha filha'. Devo tudo a ele".
Paulitchas costumava dizer a Bruno, quando tomava bronca por não treinar as músicas: "Eu não sou guitarrista, sou uma pessoa que toca guitarra. Toco para mim, porque gosto". Agora, a realidade mudou, e a brincadeira virou carreira séria. "Hoje tenho patrocínios, pessoas que confiam em mim, sinto um pesinho e assusta um pouco".
O bom momento de Paula como guitarrista chegou a ser interrompido nos últimos meses. Ela foi morar em Londres com o então namorado, o baterista da banda Infant Annihilator, e se dedicou à carreira dele, esfriando seus projetos. Com o fim do noivado entre eles, voltou ao Brasil e percebeu que tinha de focar no trabalho próprio.
A banda de Detonator lançou em 2015 um EP, um disco ao vivo e um DVD gravado em Fortaleza e segue fazendo shows pelo país. Agora, Paula planeja alguns passos em carreira solo: ela vai lançar um EP de músicas instrumentais para apresentar seu trabalho como guitarrista virtuosa, misturando as influências de Loomis e Becker.

 Fonte: Site Uol

1 de ago. de 2015

JOHNNY HOOKER - A POESIA HOMOERÓTICA DE UM FILHO DA GERAÇÃO MTV BRASIL


Por Natan Castro

Johnny Hooker é o alter ego artístico do diretor, ator, musico e compositor pernambucano John Donovan. O artista lançou recentemente o disco Eu Vou Fazer Uma Macumba pra Te Amarrar, Maldito!  Aclamadissimo pela critica e por um público que começa a entender que existe uma renovação contemporânea na MPB. Com 27 anos Johnny Hooker a primeira vista pelo visual lembra bastante dois grandes nomes do Glam Rock David Bowie e Marc Bolan, mas é indubitável a semelhança visual-estética com Ney Matogrosso apesar do artista não citar o cantor como referência. Sua voz em alguns momentos lembra bastante o timbre de voz da Sandra de Sá e todavia lembra sempre, sempre mesmo Cazuza da fase solo.

Johnny faz parte de uma leva de artistas contemporâneos que lançam álbuns de forma independente com qualidade acima da média e que com o passar do tempo rapidamente assinam com uma gravadora. As letras todas carregadas de temas homoeróticos respingadas num batente sonoro que ora troca passos com o samba, ora com o pop-rock e por último no remete as músicas de bordel. Todo o burburinho sobre sua aparição no meio musical Recifense e agora nacional se deve pelo peso de suas interpretações em cima do palco, a temática das canções é permeada de estórias de amores despedaçados, enredos dramáticos, que segundo o artista não necessariamente são todas baseadas em relacionamentos pessoais, mas também em relatos de amigos e pessoas próximas. Johnny Hooker diz ser filho da geração MTV que assistiu o surgimento do Mangue-Beat e do renascimento do cinema de Pernambuco, além de músico o artista já dirigiu curtas metragens e participou de alguns como ator, além de novelas atuando e tendo suas canções como trilha sonora, atualmente sua canção Amor Marginal é trilha da novela das nove da Globo Babilônia.

Recentemente ganhou o prêmio Multishow de Música Brasileira como revelação, Johnny Hooker junto de Felipe Catto, Alice Caymmi, Tulipa Ruiz são as caras novas da atual música brasileira, essa turma esta ai segurando o estandarte da tradição, mas sempre dialogando com as tendências musicais da atualidade.