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2 de set. de 2015

SÃO LUIS (MA) – VIDA INTELIGENTE NA ATUAL CENA MUSICAL ALTERNATIVA DA ILHA


Por Natan Castro

A cena musical alternativa de São Luís apresenta na atualidade certo amadurecimento ainda que tardio de seus artistas e bandas. Muito já se ouviu falar da diversidade musical do Maranhão, por conta de seus diversos ritmos catalogados, porém existe uma efervescência musical em andamento nos palcos alternativos da capital e é sobre essa turma que trata meu artigo, existem ainda muitos outros artistas na cena, porém os que aqui estão são a meu ver aqueles que merecem ser citados, seja pela qualidade musical, seja pela importância com que eles tratam suas produções musicais.


JOEY CALIFÓRNIA


Joey Califórnia é um artista da emergente cena alternativa de São Luís, detentor de ótimas canções, algumas delas bastante conhecidas entre a galera mais descolada da capital, é o caso do hit radiofônico Aline com dois ennes, o artista bebe na rica fonte de referencias pop dos anos 80 e 90. Ele busca nessas referencias tanto da música como do cinema a matéria prima para suas canções, a temática das letras é quase sempre a inconstância dos relacionamentos tendo como pano de fundo arranjos inspiradíssimos. Na página do artista do soundcloud podemos perceber o esmero que o artista possui na produção das suas músicas, atualmente Joey Califórnia se prepara para lançar o seu primeiro trabalho.

Músicas do Artista

MARCOS MAGAH


Marcos Magah é desses artistas que militam no underground já há alguns anos, durante muito tempo o artista esteve desbravando o interior do estado divulgando seu trabalho. Anos atrás lançou seu primeiro trabalho pelo selo Pitomba. Dois pontos chamam a atenção no trabalho do artista, a primeira é a influencia da música brega produzida nos anos 70 no Brasil e a segunda o rock’n’roll mais básico possível, pegada esse que vem do seu passado punk com a banda Amnésia, a junção dessas influencias definem hoje o seu trabalho como Brega/Rock. Atualmente o artista trabalha na produção de seu segundo disco.






TELÚRICOS


Banda revelada pelo projeto cultural Sebo no Chão de São Luís, os músicos realizam uma mistura homogênea de MPB e Rock com pitadas de psicodelia e ritmos latinos. As letras escrachadas numa verve bem bicho-grilo. É visível a influencia de Novos Baianos. Recentemente a banda lançou seu primeiro EP Experimente a mente.






TIAGO MACI



Tiago Maci é um músico e compositor da atual cena musical maranhense alternativa, um misto de trovador folk com sambista maldito, as letras irônicas falam de musas e os ditames dos amores dilacerados, Sergio Sampaio é o artista que nos vem à mente na primeira audição do artista. Na atual cena o artista vem destacando nos redutos mais undergrounds sempre nessa pegada intimista-fatalista.



MR.SIMPLE


Banda de rock alternativo de São Luís, a Mr. Simple se apresenta num formato de trio. A banda revisita o que de melhor se produziu de pop/rock nacional e internacional dos anos 80 e 90. Porém possui um trabalho de músicas autorais bastante elaborado, dois integrantes da banda são remanescentes da banda Daphne importante banda de rock maranhense surgida no final dos anos 80, a primeira inclusive a lançar um CD de rock no estado. A banda possui alguns hits junto à galera da Ilha um deles é uma chamada Três macaquinhos no cinzeiro.

Música da banda

PÚRPURA INK



Banda de rock de São Luís, lançaram recentemente o primeiro disco Breakin’ Chains. A banda revisita a estética A.O.R das bandas de hard/rock com riffs muito bem elaborados, o vocal chama atenção por possuir timbre bastante característico, a banda vem se apresentando no estado e em estados vizinhos divulgando as músicas desse primeiro disco. Das bandas de rock pesado da atual cena, a Púrpura Ink se sobressai por ter lançado um primeiro trabalho com ótima qualidade, chegando a ser citada em diversas publicações voltadas para o gênero no Brasil como uma das mais promissoras no estilo.






JACK DEVIL



Banda de Trash Metal de São Luís, a Jack Devil é junto da Púrpura Ink uma das apostas do estado no estilo rock pesado, já possuem dois discos lançados, sempre demonstrando pegada e atitude metaleira, o que chama a atenção é a pouca idade dos integrantes, porém com muita atitude e conhecimento de causa no underground do metal nacional, a banda já tocou em diversos festivais no país divulgando seu trabalho, e se prepara agora para lançar o terceiro disco.






KIT JUBA DE LEÃO



Kit Juba de Leão é o nome artístico de José de Ribamar Costa Cavalcanti, Maranhense de São Luís, o artista no passado participou de importantes bandas do cenário alternativo de São Luís, a música de Kit Juba de Leão é multifacetada e rica por diversos motivos, a versatilidade apresentada pelo artista em suas músicas salta aos olhos, o seu trabalho passeia elegantemente por diversos estilos musicais, blues, jazz, bossa nova, mpb, rock e reggae, e essa característica de não se prender a nenhum gênero marca a trajetória do artista, a finese pop das suas canções poderão ser ouvidas em breve num EP que está prestes a sair.

Músicas do Artista

11 de mar. de 2015

ANDRÉ MIDANI - A LENDA DA PRODUÇÃO MUSICAL NO BRASIL EM SÉRIE TELEVISA



Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Tim Maia, Raul Seixas, Chico Buarque, Lulu Santos, Roger, do Ultraje a Rigor, Gilberto Gil, Erasmo Carlos, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Marcos Valle, Ney Matogrosso, Baby do Brasil, Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, Frejat e Jorge Ben têm algo em comum: todos trabalharam com André Midani.

Alguns deles se reuniram recentemente na casa do histórico produtor musical nascido na Síria, criado na França e apaixonado pelo Brasil, em descontraídos bate-papos que serão mostrados a partir desta terça-feira, 10, às 23h, pelo canal GNT, na série André Midani – do vinil ao download.

“Foram nove jantares ou almoços e não tinha uma pauta fixa. Essa ideia foi maravilhosa, tanto do Andrucha como da Mini [Andrucha Waddington e Mini Kerti, diretores da série] e sou extremamente grato a eles, que souberam criar junto com os artistas e comigo um ambiente muito relaxado, tinha vinho, tinha cachaça, uísque e pudemos revisitar determinados momentos do nosso convívio, como a época da bossa nova”, conta à Rolling Stone Midani, personagem determinante para o surgimento do movimento musical que aproximou samba e jazz, na década de 1950.

“Infelizmente não tivemos a participação de todo mundo que gostaríamos. Combinar as agendas de artistas não é muito fácil. Chico Buarque, Lulu Santos e Roger não puderam vir. Lamento por eles, que são artistas muito importantes, mas lamento ainda mais pelos que já morreram, como Tom Jobim, Vinícius, Tim Maia e Raul Seixas”, acrescenta ele.
Ainda assim, os principais momentos da história moderna da fonografia nacional estão retratados no material, dividido em cinco épocas das quais Midani fez parte, Vinil, Anos de Chumbo, Era de Ouro, BrRock e Download. Os episódios vão ar sempre nas terças-feiras, às 23h.
“Ficou obsoleto, deveria ser do vinil ao streaming. Mas o nome é por conta dos anos em que trabalhei. Parei em 2002 e, na época, era o download”, brinca a atração principal do programa.
Midani confessa que certas coisas mudaram para pior ao longo dessa linha do tempo, “Na companhia na qual eu trabalhava o propósito era profano e sagrado, queríamos ganhar dinheiro, mas tinha que ganhar dinheiro com música de qualidade. Acho que hoje, sim [o profano fala mais alto]. De alguns anos para cá, por circunstâncias da internet entrando na vida musical, a música foi a primeira arte que sofreu o assalto da internet por um lado e da pirataria física pelo outro.”

Mas ele segue otimista e acredita que Do vinil ao download mostrará como empresas e artistas podem ter uma convivência culturalmente saudável.

“A gente vê que é possível ter um relacionamento produtivo entre os negócios e a criatividade sempre que o patrão está muito atento ao sagrado e ao profano. Foi importante ter feito esse trabalho porque eu vi que através dos anos, os artistas com os quais eu trabalhei têm uma visão e uma capacidade de intimidade comigo como eu tenho com eles. Há uma possibilidade de diálogo franco, criativo e às vezes, até conflitante.”
Baseado em livro homônimo, de 2008, a série André Midani – Do Vinil ao Download ainda será divulgada como documentário, a ser exibido também no exterior.


Fonte: Rolling Stone Brasil