Mostrando postagens com marcador Jim Morrison. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jim Morrison. Mostrar todas as postagens

20 de ago. de 2015

QUANDO UM ARTISTA ACREDITA QUE VIROU SEU IDOLO


A influencia que um ídolo do rock pode exercer sobre um fã é algo sem precedentes, tem sido assim desde os primórdios do rock. Casos de assedio, perseguição, histeria por parte dos fãs são recorrentes nas biografias de diversos artistas.  Mas um caso um pouco mais complexo e sui generis na relação entre fã e ídolo, acontece quando um artista que antes de qualquer coisa é fã, acredita piamente que pode ser o seu ídolo. Isso mesmo o sujeito passa a confundir as personas, seu inconsciente com o passar do tempo sinaliza que agora ele não é mais quem era, e quem ele passou a ser é sim seu ídolo maior.

Apesar de parecer estranho e difícil de acontecer, existem alguns casos clássicos de confusão de personalidade por parte de alguns artistas. Separamos três casos bastante famosos dessa inusitada forma de admiração.

Liam Gallahger


Certa vez um dos irmãos vocalista da banda Oasis principal nome do Britpop dos anos noventa, relatou a jornalistas: "Eu acho que eu era ele. E ele é a minha pessoa agora", na frase Liam se refere ao Beatle John Lennon. Os irmãos fundadores do grupo nunca esconderam a profunda admiração que possuem pelos Beatles, em seus álbuns são diversas as referencias a banda que vão desde acordes a músicas com títulos parecidos.



Brian Molko


Brian Molko é o vocalista e guitarrista da banda de rock alternativo Placebo. O nome da banda já nos parece bastante sugestivo ao tema da postagem. Placebo é o nome dado a cópias sem efeito de remédios, esses medicamentos que são feitos a base de farinha possuem efeito algum, porém são usados como contra prova na eficácia contra doenças. Brian Molko apesar do sexo masculino tem sua sexualidade costumeiramente confundida, qualquer pessoa despercebida poderá dizer ao assistir um dos vídeos da banda que Brian Molko é uma mulher. A confusão se dá pelo fato do vocalista ser adepto da androginia, fenômeno muito característico do movimento musical Glam Rock surgido dentro do rock nos anos setenta. Nesse período dois grandes nomes do rock representavam essa estética e levantavam a bandeira da liberdade sexual a qualquer custo, eram eles David Bowie e Marc Bolan guitarrista e vocalista da banda T. REX, Brian Molko é assumidamente muito fã dos dois artistas, em vários momentos podemos perceber isso nas apresentações, ou seja, um caso clássico de confusão de personalidade de um fã pelo um ídolo.   



Val Kilmer



Diferente dos casos acima, esse caso é um pouco diferente porem com as mesmas proporções de estranheza. Val Kilmer é um astro do cinema bastante conhecido, tendo já atuado em diversos filmes de sucesso. Em 1991 ele foi escalado para interpretar Jim Morrison nas telonas, o filme que contava a história da banda de rock americana The Doors foi também um grande sucesso. Mas após as gravações algo inusitado aconteceu, o ator Val Kilmer disse a jornalistas tempos depois, ter tido dificuldade de se desvencilhar da persona do roqueiro, segundo o astro ele acreditou mesmo durante certo tempo que era o cara, a ponto de ter passado por sessões de análise com o intuito de se livrar da personalidade interpretada por ele no filme. Interessante dizer também que na trilha sonora do filme, algumas canções foram cantadas pelo ator, o que chamou muito a atenção de todos, pois a semelhança da voz chega a assustar.


PORQUE O ROCK NÃO SERIA O MESMO SEM O CINEMA E VICE E VERSA


Por Natan Castro


A PASSAGEM DO CINEMA MUDO PARA O CINEMA COM SOM

Desde quando a sétima arte adotou o som como advento imprescindível de sua forma de fazer arte, o cinema nunca mais foi o mesmo. A própria estrutura da narrativa cinematográfica modificou-se e partir de então o som sempre, mais sempre mesmo tem sido levado em consideração. A trilha sonora desde então é um fator importantíssimo em qualquer produção cinematográfica.


Com o surgimento na indústria musical do gênero rock’n’roll no final dos anos quarenta e inicio dos anos cinquenta, houve rapidamente uma forte identificação dos dois lados. Se o rock era a música da juventude, nada mais acertado que os estúdios de hollywood passassem a dialogar com a música que estava revolucionando a forma de ser jovem naquela ocasião. Foi exatamente isso que passou a acontecer de lá até os dias atuais, sempre que um filme tem como temática os jovens a trilha sonora em sua grande maioria está repleta de boas canções de grupos ou artistas do mundo do rock.

O ROCK NAS TELAS DO CINEMA

Não somente o rock passou a ser escutado como pano de fundo de varias cenas de grandes sucessos do cinema, como também passou de simples argumento de produção para protagonista. O primeiro grande astro do rock a participar como ator em varias produções foi Elvis Presley ainda nos anos cinquenta, sempre com grande repercussão, depois dele outros astros do rock participaram de grandes produções cinematográficas.

O cinema por sua vez também inverteu os papéis colocando grandes atores para interpretarem grandes astros do rock, quem não se lembra de Val Kilmer interpretando Jim Morrison (The Doors) em 1991, abaixo alguns desses exemplos:

Joaquim Phoenix em "Johnny & June", interpretando JOHNNY CASH

Sam Riley em "Controle - A História de Ian Curtis", interpretando o líder do JOY DIVISION


Aaron Taylor-Johnson em "O Garoto de Liverpool", interpretando JOHN LENNON


Gary Oldman em "Sid e Nancy - O Amor Mata", interpretando Sid Vicious (SEX PISTOLS)




Cate Blanchett em "Não Estou Lá", interpretando BOB DYLAN


Durante todo esse período rock e cinema em determinados momentos se confundiram e ao mesmo tempo se completaram. Pois é quase impossível imaginar o primeiro sem o segundo e assim vice e versa.