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26 de ago. de 2016

JUBADELEÃO - DE SÃO LUIS PARA A VIA LÁCTEA (VIA SOUNDCLOUD)

Kit JubadeLEÃO

Fazia algum tempo que o Maranhão não produzia algo relevante em termos de Reggae. Os registros da Tribo de Jah e Mistical Roots nos anos 90 serviram pra mostrar que de uma vez por todas o reggae havia sido englobado perfeitamente no caldeirão rítmico do Estado, naquela altura desviar os olhos para sua importância social e cultural no território maranhense era impossível. Os termos começaram a surgir “Bumba Reggae”, “Bumba Beat”, não tinha mais retorno o gênero musical criado por Bob Marley e seus asseclas invadiram as águas do Maranhão e se embrenhou de tal forma que é bem difícil dizer hoje que o reggae não faz parte de nossa genuína cultura.

Kit o artista por detrás da banda JubadeLEÃO é um desses caras que foi atingido pelas boas vibrações do Reggae de raiz. Advindo do bairro da Alemanha Kit possui uma vasta experiência como músico e artista na noite da capital maranhense com algumas passagens no interior e outras fora do Estado. Hoje foi o ponta pé inicial com o lançamento do primeiro reggae da JubadeLEÃO através da plataforma Soundcloud, pode parecer estranho mais tudo isso faz parte do lançamento do primeiro EP "Zionland" da banda, nos próximos dias mais músicas serão lançadas da mesma forma. Canções já bastante conhecidas da galera que frequenta os bares de reggae da capital como Take Me To Zion e Ela Me Faz Pensar Em Deus são aguardadas com ansiedade por um seleto grupo de admiradores da JubadeLEÃO.

Primeiro música lançada no Soundcloud
A primeira música I AND I lançada hoje já diz a que veio desde os primeiros instantes, o estribilho do violão com o barulhinho ao fundo do vinil girando sob a agulha leva o ouvinte a uma ansiedade que logo depois é ultrapassada com a entrada da cozinha, o reggae se inicia com o teclado num timbre vintage seguido por baixo e bateria marcando com uma elegância nunca vista em outros reggaes produzidos por aqui. A letra em inglês que faz uma alusão ao planeta terra como uma nave mãe gigante é interpretada por Kit com um vocal muito bem postado com direito a passagens com ecos, em determinado momento a interpretação ganha trechos solenes aludindo uma mística reverência ao globo terrestre e sua importância na vida de todos nós.


Lembrando que isso é um só um aperitivo do que ainda vem por ai. O primeiro registro da JubadeLEÃO surge como uma das mais bonitas homenagens ao que de melhor produziu o reggae roots dentro da história do reggae da Jamaica e sua belíssima importância na cultura maranhense. JubadeLEÃO aperece com um nome forte de uma cena que a muito aguarda um integrante a altura, ou quem sabe de magnitude maior que a banda Tribo de Jah, vale muito a pena aguardar o que ainda estar por vir.

Por Natan Castro - Editor

Rede Social Artista

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10 de fev. de 2016

Entrevista - Augusto Pellegrini (Radialista, Cantor e Escritor)



Augusto Pellegrini

Quais as primeiras lembranças de música na sua vida, e o que veio primeiro, a música ou a literatura?

As primeiras lembranças marcam muito, e o que eu ouvia quando criança com certeza me mostrou o caminho que eu iria trilhar. Felizmente, meus parentes tocavam muito jazz orquestrado, chorinho e a música popular brasileira da época, e também alguma coisa de clássico ligeiro. Na verdade, naquele tempo o radio proporcionava um tipo diferente de comunicação e a televisão, no seu começo, ainda não poluía como o faz nos dias de hoje.
Acredito que música e literatura chegaram juntas. Eu me lembro de algumas composições que fiz ainda adolescente – acho que a primeira se chamava “Passado tão Presente” e foi composta em 1956, ao mesmo tempo em que exercitava alguns textos que acabaram muito tempo depois se transformando no meu primeiro livro, chamado “Coisas”.
Como curiosidade – e esta informação nunca foi dada antes, posto que um pouco prolixa – o nome “Coisas” foi a consequência de uma série de anotações que eu fazia no diário de um clube de jovens, onde diziam que eu escrevia “coisas de doidos para doidos lerem”, daí originando “coisas de para com”, que seria o título do livro e foi simplificado para “Coisas”.   

Sabemos que você é paulista, como se deu a sua chegada a São Luís e o que mudou de lá para cá na capital do estado.

Sou paulista da capital, e vim para São Luís em julho de 1980. Na época eu trabalhava no Alcoa e fui transferido para cá para participar do projeto de construção da Alumar. Na verdade, fui um dos primeiros a chegar, e tive a meu encargo prover a empresa de toda infraestrutura necessário para o tiro de partida – organizar o escritório com móveis, materiais e equipamentos e estabelecer os primeiros contatos com os fornecedores. Deu tudo certo, o complexo industrial da Refinaria, Redução e Porto foi inaugurado em 1984 como previsto e eu continuei na empresa até 1987, quando saí para cuidar de outros interesses. Aí então já estava “em casa” e não quis mais voltar para São Paulo.
São Luís mudou muito, na época não era esta metrópole cheia de avenidas largas, de vida noturna excitante, de restaurantes diversos, shopping centers, de oportunidades de trabalho e coisa e tal, mas também era mais tranquila em termos de trânsito, violência e estresse.
Para se fazer uma ideia, em 1980 a maioria dos restaurantes aqui fechava para almoço! Fala sério!

     Fale um pouco de sua experiência com rádio em Nova York e como ela se deu.

Aqui há um mal-entendido. Não houve nenhuma participação minha em Nova York, mas sim num prêmio chamado 4th Annual Awards Competition Radio Festival of New York (4ª Edição do Prêmio Internacional de Radio de Nova York), aberto para programas de rádio de todo o mundo e que aconteceu em 1985. Na ocasião eu apresentava o programa Mirante jazz na Radio Mirante FM e fui convidado pelo então diretor da emissora José Aniesse Haickel para inscrever o programa. Fui premiado em segundo lugar, atrás apenas de um programa de Nova Zelândia na categoria “programa musical”, entre 75 inscritos.

 Muito se fala nos meios musicais sobre a influência do jazz na música brasileira através da bossa nova, há quem diga que logo depois  a bossa nova passou a contribuir com o jazz realizando uma retribuição, qual a sua opinião sobre esse tema?

Livro sobre Jazz escrito por Augusto
      As duas proposições estão corretas, mas há uma explicação para isso. O jazz nunca foi uma música fechada em si mesma e sempre aceitou a influência de ritmos e estilos que pudessem contribuir para o seu desenvolvimento. É preciso ter em mente que o jazz representa improviso, criação e técnica apurada, então os músicos de jazz sempre buscaram fórmulas inventivas para a execução e o desenvolvimento da música. Por outro lado, a música brasileira do final da década de 1950 e início da década de 1960 buscava também uma fórmula para modificar a mesmice do samba-exaltação e do samba-canção e procurava uma nova harmonia e um novo balanço, o que acabou acontecendo principalmente depois do aparecimento de João Gilberto. Ressalte-se se João Gilberto nunca admitiu que ele próprio cantasse samba-jazz ou bossa nova, ele sempre se disse intérprete de samba. A linha harmônica imposta pelos músicos da época – Tom Jobim, Roberto Menescal e outros, no entanto, remetia à harmonia jazzística, que foi prontamente absorvida pelos grupos instrumentais – Zimbo Trio, Tamba Trio e outros, de certa forma jazzificando a música brasileira e abrindo caminho para uma nova era de músicos e cantores, todos influenciados pela harmonia moderna então criada. O jazz, por ser uma música eclética e aberta e influências latinas, orientais e eruditas, também foi influenciado, e a partir da chegada da bossa nova incorporou esta característica brasileira na sua linha melódica e principalmente no seu “beat”.

     O Estado do Maranhão é um dos, senão o estado de maior ebulição rítmica da federação, possuímos mais de duzentos ritmos catalogados em nosso território, temos uma tradição literária que se espalha por diversos momentos da literatura nacional, somos um celeiro de artistas com nomes importantes nos mais diversos gêneros, em sua opinião por qual o motivo ainda não alcançamos o reconhecimento devido a nível nacional no campo das artes em geral? Ou não merecemos tal título?

A qualidade da música e do músico maranhense é inegável. Não conheço profundamente a música dos outros estados, mas a amostra que me tem sido oferecida me diz que o Maranhão se produz possivelmente a melhor música do país, livrando as devidas proporções do samba do Rio de Janeiro, da MPB de qualidade  e uma ou outra coisa isolada. No entanto, falta ao Maranhão três coisas essenciais para a divulgação do trabalho dos músicos, condição necessária para que a nossa música seja reproduzida em outras partes e possa ser apreciada: (a) a ousadia dos nossos músicos em sair para os grandes centros e dar a cara pra bater, como fizeram Alcione, Nonato Buzar, Papete, e mais recentemente Zeca Baleiro, Rita Beneditto, Glad Azevedo e em menor extensão Flavia Bittencourt; (b) a mídia, de um modo geral, que nos impõe culturas pífias de outros lugares, como lambada, axé, arrocha, sertanejo universitário e outras obscenidades e não reserva muito lugar para o que aqui é produzido; (c) a vontade política dos órgãos governamentais que deveriam deixar de pensar na música maranhense como a cultura de seu quintal eleitoral, apenas  fazendo concessões aqui e ali para mostrar simpatia pelo som da terra, e agir como foi feito na Bahia, como um investimento maciço na exportação das nossas coisas – música, culinária, turismo – atraindo divisas e valorizando os artistas do Maranhão.
Quero deixar claro, porém que apesar de ver com simpatia o problema do chamado “músico da terra”, eu tenho, como músico e apreciador de música, a preocupação voltada principalmente a outro nicho igualmente discriminado, do qual fazem parte o jazz e o rock. 

     Uma vez assisti uma entrevista de um regente de orquestra que citava o Sargeant Peppers dos Beatles, traçando um paralelo entre o disco e a Nona Sinfonia de Beethoven. Segundo o regente do clássico Sargeant Peppers os músicos dos Beatles teriam exaurido no conceito musical do álbum, tudo que uma banda de rock poderia alcançar de qualidade sonora, estética e conceitual tal qual o fez Beethoven. Existe a possibilidade de na música pop surgir uma obra tão genial quanto esse disco fabuloso?


     É muito difícil fazer qualquer afirmação ou previsão quando o assunto é genialidade na arte. Algumas composições de Mozart pareciam insuperáveis até que apareceu a Tocata e Fuga em Ré Menor de Bach, e esta, por sua vez, acabou questionada pela Nona Sinfonia por ocasião da estreia desta em 1824. Além do mais, o conceito musical dos Beatles não se limita às músicas do chamado ié-ié-ié, do Álbum Branco, rascante e pesado, do inteligente Abbey Road ou da genialidade – conforme diz o próprio maestro – do Sgt Peppers. Os Beatles impuseram um limite definitivo entre a sua música e os músicos de rock, qualquer que seja o estilo, isto é, Beatles tocam “Beatles”, os outros tocam rock. Talvez aí resida a dificuldade. Há que aparecer algum outro músico ou grupo de músicos tão especial que possa rivalizar com a obra dos Quatro de Liverpool e no momento atual isto não parece possível. 

     Sabemos que com a chegada da internet houve uma facilidade tremenda ao acesso dos grandes discos da música mundial. Na sua opinião quais os prós e os contras se houverem dessa revolução proporcionada pelos computadores em rede?

A grande virtude da facilidade em se encontrar praticamente todas as músicas algum dia gravadas e existentes no mundo é a chamada “democratização”. Antes que a tecnologia propiciasse a reprodução de músicas através do rádio ou da venda de discos, somente os poderosos tinham acesso à música mais elaborada, contando com audições ao vivo, restando à classe pobre a música mais popular limitada à região onde eles viviam. A tecnologia vem modificando este conceito de divulgação musical de uma maneira veloz e eficiente. Hoje podemos não apenas ouvir a citada Nona Sinfonia de Beethoven como assistir a sua execução nas melhores salas de espetáculo do mundo, com grande fidelidade visual e sonora, através dos melhores regentes via youtube. Por outro lado, a mercantilização da música de baixa qualidade também ficou mais acessível. Qualquer músico sem a menor qualidade também pode lançar sua produção na rede e isto, aliado a interesses comerciais de grupos de produtores ou de empresários, pode contaminar o universo da música, fazendo como vítimas aqueles incautos que são atraídos por esse chamariz nocivo.

É visível a queda de qualidade da música na atualidade a nível mundial, outros afirmam que o que acontece é que o livre acesso dos verdadeiros artistas às mídias tradicionais como o rádio e a TV nos dá essa sensação de esvaziamento artístico em relação a outros períodos. Dê-nos a sua opinião sobre o assunto.

Hoje em dia existe toda uma organização voltada a ganhar dinheiro fácil com música. Produtores e empresários descobriram a fórmula que utiliza músicos excelentes e uma excelente aparelhagem de som e luz para dar cobertura a cantores muitas vezes medíocres que interpretam músicas comuns explorando no máximo três acordes, um refrão repetitivo acompanhando gestos com laivos de obscenidade e todo um mis-en-scene produzido para fazer o público cantar e dançar. O radio e a TV divulgam maciçamente estas músicas de segunda qualidade e existe toda uma indústria por trás de todo o processo que geralmente culmina com shows ao vivo assegurando muito dinheiro na venda de ingressos, de CDs e DVDs. Trata-se se um processo de emburrecimento coletivo ao qual é submetida toda a faixa jovem da população brasileira.

Existe uma linha de pensamento na atualidade que afirma que tudo o que hoje escutamos em termos musicais são apenas ecos estruturais sonoros do período de ouro da música erudita. Seriam repetições de ideias de grandes compositores como Beethoven, Mozart, Schubert, Chopin, Wagner e outros. A seu ver houve de fato uma queda brusca de originalidade das obras? Ou vivemos um período de transição para um novo período da música em si?

É claro que toda a herança musical deixada pelos grandes compositores teve e tem uma influência profunda em tudo o que se produz de música no mundo, pois eles funcionam como professores que oferecem toda uma gama de possibilidades utilizando como base unicamente as notas e os acidentes musicais. A música erudita foi, a seu tempo, uma grande referência para os compositores. No entanto, assim como aconteceu – e acontece – com os próprios músicos eruditos, a música vive um eterno período de transição. O músico é um criador que tem suas referências no que já existe, mas apenas se satisfaz quando consegue exprimir seus sentimentos de uma forma própria e particular. Isto é particularmente visível no jazz, quando através de releituras e de improvisos o intérprete se torna um coautor do tema. A própria música erudita nada mais é do que um aprimoramento de temas populares, rurais e campestres como danças típicas e cantos folclóricos da cada região da Europa, seu berço.


A raça negra é sabido de todos, possui uma profunda contribuição para a música pop em geral, teríamos como imaginar essa música sem os temperos trazidos das terras da Mãe África? Como seria a música do século passado para cá sem o sentimento e a riqueza rítmica dos músicos de origem negra?

O negro adicionou dois elementos importantíssimos à musica ocidental europeia: o ritmo forte (não confundir com cadência) e a nota intermediária na escala cromática, que apenas dispunha dos bemóis e dos sustenidos (nota que o jazz chama de blue note e que segue a entonação da voz humana). A influência do negro se fez apenas a partir de meados do século 18 por causa do tráfico de escravos, e a América foi o primeiro continente beneficiado por estas duas inclusões. No sul, o Brasil assumiu o ritmo como fator preponderante, influenciando as modinhas, polcas e valsas que chegaram com a Corte Portuguesa e dando à música o devido tempero. No norte, os Estados Unidos assimilaram principalmente a linha harmônica, o que foi fundamental no surgimento do blues e do jazz. Quando os Estados Unidos começou a exportar o jazz para a Europa, lá se processou outra revolução, com a assimilação de um ritmo e de uma harmonia até então inexistente. O fenômeno se multiplicou e hoje, duzentos e cinquenta anos depois, o mundo fala a mesma linguagem musical. Assim, com exceção das músicas expressamente regionais ou folclóricas (no Brasil, o bumba-meu-boi, o maracatu, o samba autêntico, a chamarrita gaúcha, etc,) todo o universo musical adquiriu elementos desse processo histórico, em especial a música pop, que é uma novidade  com menos de quarenta anos de idade. A inclusão do negro na música possibilitou a existência do jazz, do samba, de todo tipo de tambor, do reggae, do funk, do hip-hop, além de incrementar todos os ritmos latino-americanos. É difícil imaginar como seria a música de hoje sem o aparecimento do negro com todo o seu tempero, mas possivelmente seria um bocado chata.           

2 de set. de 2015

SÃO LUIS (MA) – VIDA INTELIGENTE NA ATUAL CENA MUSICAL ALTERNATIVA DA ILHA


Por Natan Castro

A cena musical alternativa de São Luís apresenta na atualidade certo amadurecimento ainda que tardio de seus artistas e bandas. Muito já se ouviu falar da diversidade musical do Maranhão, por conta de seus diversos ritmos catalogados, porém existe uma efervescência musical em andamento nos palcos alternativos da capital e é sobre essa turma que trata meu artigo, existem ainda muitos outros artistas na cena, porém os que aqui estão são a meu ver aqueles que merecem ser citados, seja pela qualidade musical, seja pela importância com que eles tratam suas produções musicais.


JOEY CALIFÓRNIA


Joey Califórnia é um artista da emergente cena alternativa de São Luís, detentor de ótimas canções, algumas delas bastante conhecidas entre a galera mais descolada da capital, é o caso do hit radiofônico Aline com dois ennes, o artista bebe na rica fonte de referencias pop dos anos 80 e 90. Ele busca nessas referencias tanto da música como do cinema a matéria prima para suas canções, a temática das letras é quase sempre a inconstância dos relacionamentos tendo como pano de fundo arranjos inspiradíssimos. Na página do artista do soundcloud podemos perceber o esmero que o artista possui na produção das suas músicas, atualmente Joey Califórnia se prepara para lançar o seu primeiro trabalho.

Músicas do Artista

MARCOS MAGAH


Marcos Magah é desses artistas que militam no underground já há alguns anos, durante muito tempo o artista esteve desbravando o interior do estado divulgando seu trabalho. Anos atrás lançou seu primeiro trabalho pelo selo Pitomba. Dois pontos chamam a atenção no trabalho do artista, a primeira é a influencia da música brega produzida nos anos 70 no Brasil e a segunda o rock’n’roll mais básico possível, pegada esse que vem do seu passado punk com a banda Amnésia, a junção dessas influencias definem hoje o seu trabalho como Brega/Rock. Atualmente o artista trabalha na produção de seu segundo disco.






TELÚRICOS


Banda revelada pelo projeto cultural Sebo no Chão de São Luís, os músicos realizam uma mistura homogênea de MPB e Rock com pitadas de psicodelia e ritmos latinos. As letras escrachadas numa verve bem bicho-grilo. É visível a influencia de Novos Baianos. Recentemente a banda lançou seu primeiro EP Experimente a mente.






TIAGO MACI



Tiago Maci é um músico e compositor da atual cena musical maranhense alternativa, um misto de trovador folk com sambista maldito, as letras irônicas falam de musas e os ditames dos amores dilacerados, Sergio Sampaio é o artista que nos vem à mente na primeira audição do artista. Na atual cena o artista vem destacando nos redutos mais undergrounds sempre nessa pegada intimista-fatalista.



MR.SIMPLE


Banda de rock alternativo de São Luís, a Mr. Simple se apresenta num formato de trio. A banda revisita o que de melhor se produziu de pop/rock nacional e internacional dos anos 80 e 90. Porém possui um trabalho de músicas autorais bastante elaborado, dois integrantes da banda são remanescentes da banda Daphne importante banda de rock maranhense surgida no final dos anos 80, a primeira inclusive a lançar um CD de rock no estado. A banda possui alguns hits junto à galera da Ilha um deles é uma chamada Três macaquinhos no cinzeiro.

Música da banda

PÚRPURA INK



Banda de rock de São Luís, lançaram recentemente o primeiro disco Breakin’ Chains. A banda revisita a estética A.O.R das bandas de hard/rock com riffs muito bem elaborados, o vocal chama atenção por possuir timbre bastante característico, a banda vem se apresentando no estado e em estados vizinhos divulgando as músicas desse primeiro disco. Das bandas de rock pesado da atual cena, a Púrpura Ink se sobressai por ter lançado um primeiro trabalho com ótima qualidade, chegando a ser citada em diversas publicações voltadas para o gênero no Brasil como uma das mais promissoras no estilo.






JACK DEVIL



Banda de Trash Metal de São Luís, a Jack Devil é junto da Púrpura Ink uma das apostas do estado no estilo rock pesado, já possuem dois discos lançados, sempre demonstrando pegada e atitude metaleira, o que chama a atenção é a pouca idade dos integrantes, porém com muita atitude e conhecimento de causa no underground do metal nacional, a banda já tocou em diversos festivais no país divulgando seu trabalho, e se prepara agora para lançar o terceiro disco.






KIT JUBA DE LEÃO



Kit Juba de Leão é o nome artístico de José de Ribamar Costa Cavalcanti, Maranhense de São Luís, o artista no passado participou de importantes bandas do cenário alternativo de São Luís, a música de Kit Juba de Leão é multifacetada e rica por diversos motivos, a versatilidade apresentada pelo artista em suas músicas salta aos olhos, o seu trabalho passeia elegantemente por diversos estilos musicais, blues, jazz, bossa nova, mpb, rock e reggae, e essa característica de não se prender a nenhum gênero marca a trajetória do artista, a finese pop das suas canções poderão ser ouvidas em breve num EP que está prestes a sair.

Músicas do Artista

27 de ago. de 2015

SEBO NO CHÃO DE SÃO LUÍS (MA) - VANGUARDA NA LUTA A FAVOR DO FOMENTO DE ARTE E CULTURA NO ESTADO DO MARANHÃO

ERA UMA VEZ A CENA MUSICAL ALTERNATIVA DE SÃO LUIS-MA

Por Natan Castro

Diferente do que o resto do Brasil conhece o Maranhão não vive somente de nomes como Alcione, Zeca Baleiro e o Reggae quando o assunto é música. Nos anos noventa o Maranhão ficou conhecido nacionalmente e há quem diga mundialmente como a Jamaica Brasileira. Não há dúvidas que o fenômeno das sound systems (famosas radiolas) que teve seu auge nos anos noventa, ajudou o estado a ganhar esse titulo. Bandas como Tribo de Jah, Mistical Roots e o cantor Santa Cruz ajudaram no desbravamento do circuito reggae em âmbito nacional, junto dos cariocas do Cidade Negra essa turma pode ser considerada os pais de uma turma que apareceu tempos depois, dentre eles Natiroots, Mato Seco, Ponto de Equilíbrio e outras bandas que hoje estão por ai.

Desde o final dos anos noventa e inicio dos anos 2000, ainda que de forma timida uma cena vem se desenhando na capital ao longo de alguns anos. Desse período podemos citar bandas como a Daphne, Paul Time, Los Boddah, Alcmena, Comportamento Estranho, Face Oculta, cito essas para falar de bandas que tiveram certa representatividade em circuitos de bares e casas noturnas da grande Ilha de São Luís. Por volta do ano 2000 surge a banda de pop/rock Catarina Mina, a banda se apresentava como trio, bateria (Eduardo Patrício), baixo (Bruno Azevedo), voz e violão (Djalma Lúcio), com a Catarina Mina pela primeira vez uma banda de rock da capital esboçou a possibilidade de atravessar as fronteiras do estado, era visível a qualidade dos músicos, tanto na composição das letras, como nos arranjos e presença de palco. Banda lançou em 2002 o EP As aspas Serão Explicadas Adiante, com esse EP conseguiram certa repercussão entre o público alternativo da cidade. Pouco tempo depois a banda encerrou suas atividades, alegando falta de lugar para tocar e nenhum apoio por parte da classe empresarial, segundo disse um dos integrantes da banda em entrevista a esse blog “Estávamos tocando por tocar, nenhum tipo de contrapartida financeira por parte dos donos das casas shows e bares nos era repassado, certo dia antes de um ensaio a banda acabou”.  Até hoje a banda possui um número fiel de admiradores que aguardam uma possível volta aos palcos de São Luís.

A ERA MP3 E A FACILIDADE DE DIVULGAÇÃO ATRAVÉS DAS REDES SOCIAIS



A facilidade da troca e reprodução de áudios propagados pela internet 2.0, propiciaram no mundo inteiro o fenômeno do aparecimento de diversos artistas e bandas que antes conseguiam sequer terem suas demos-tapes divulgadas em seu próprio território. No maranhão não foi diferente, diversos artistas e bandas saíram das garagens e da solidão dos seus quartos para mostrarem a cara nas redes sociais. Se antes era quase impossível uma banda sem expressão sair em um jornal impresso ou numa reportagem de TV, agora a turma estava através de uma conta do Orkut, Facebook, Myspace mostrando suas produções não somente para o Brasil, mas também o mundo inteiro. Não passava de dez no máximo a quantidade de bandas que haviam lançado um disco no estado antes desse fenômeno, é incontestável o aumento depois das produções de álbuns que a internet propiciou com os softwares de gravação a valores mais em conta.




A INDIGÊNCIA CULTURAL IMPOSTA POR ANOS DE DESCASO POLITICO



O Estado do Maranhão pode-se dizer que foi o ultimo território do Brasil a se desvencilhar de uma das mais ridículas oligarquias do país. A execrável influencia da família Sarney duraram exatos cinquenta anos, e deixaram marcas indeléveis em diversos setores do estado do Maranhão. Na cultura e na arte não foi diferente, a politica de “Pão e Circo” propagadas durante anos pela família pode ser vista como um dos mais tristes capítulos da recente história da cultura brasileira. Durante bastante tempo o estado que fora no passado conhecido como a Athenas Brasileira, devido a grande quantidade de intelectuais saídos de sua terra para o resto do país, teve somente duas datas voltadas para a divulgação de sua cultura e arte, eram elas o carnaval e o São João, o que é mais triste relatar é que as duas sempre foram usadas como advento da dita politicalha. Foram diversos os artistas que durante muitos e muitos anos tiveram seus trabalhos cerceados por conta de uma medíocre politica cultural, que sempre serviu como espaço de práticas eleitoreiras das mais vis possíveis. Com a derrota do clã Sarney no ano de 2014 para o atual governo Flavio Dino, fez reacender na cabeça de uma classe de artistas a possibilidade de viverem tempos mais verdadeiros no fomento da arte e cultura em todo o estado do Maranhão.

PROJETO CULTURAL SEBO NO CHÃO E SUA INCRÍVEL LUTA A FAVOR DO FOMENTO DE ARTE E CULTURA NO ESTADO DO MARANHÃO


Existe hoje no Maranhão, um grupo de pessoas totalmente preocupadas e voltadas para a divulgação de todo e qualquer manifestação cultural. Na contramão dos acontecimentos um pequeno grupo de amigos, capitaneados pelo escritor e agitador cultural Diego Pires resolveram anos atrás acreditar num projeto onde se pudesse divulgar, apresentar e representar arte na capital São Luís. Como testemunha dos primeiros passos do projeto e um dos integrantes do embrião do que hoje é conhecido no Brasil inteiro como o projeto Sebo no Chão do Maranhão, posso contar que antes do projeto, existia outro que foi durante certo tempo a possibilidade de escritores amadores terem um espaço na web para publicarem seus escritos, esse espaço existe até hoje, o blog pontocontinuando abriu portas para diversos escritores que nunca tiveram espaço algum em nenhum tipo de veiculo de comunicação, foram diversos dentre eles o próprio Diego Pires, Paulo Dias, Natan Castro, Alexandre Carneiro, Tammys Loiola, Quinzinho Ribeiro, Igor Café, William Washington, Mari Rodrigues, Jaime J Junior e alguns outros. Porém os encontros dessa turma como todas as reuniões culturais com o passar do tempo passaram a acontecer cada vez menos. Nesse momento Diego Pires um dos membros fundadores do grupo teve a ideia de em sua própria casa criar O Sebo no Chão, com o intuito de não deixar o grupo se evadir totalmente, começaram as atividades do Sebo no Chão na casa do escritor no bairro do Cohatrac, o nome veio da forma de como os livros eram expostos no chão e oferecidos à venda, esses primeiros encontros sempre foram regados a muito café e cigarros e discussões sobre musica, literatura e cinema.


                                                            Diego Pires

SEBO NO CHÃO, DA CASA PARA PRAÇA CENTRAL DO BAIRRO



Certo dia Diego Pires teve a ideia de transportar os livros para a praça do bairro, aos poucos a venda dos livros no chão foi atraindo diversos curiosos, com o passar do tempo, o projeto foi abraçado por diversos colaboradores, quase sempre a turma das tribos alternativas da cidade, roqueiros, punks, hippies, skatistas, universitários, atores, atrizes, artistas e bandas em geral. O projeto depois de alguns anos hoje é conhecido no estado e também fora dele por uma quantidade enorme de pessoas, sempre um público voltado ao interesse dos assuntos culturais, hoje o projeto além de fazer as vendas dos livros, já realiza lançamentos de livros e álbuns de artistas e bandas independentes, além de divulgação de produções de cinema, e varias outras manifestações culturais. Na vanguarda e na trincheira do debate cultural o projeto só aumenta com o passar dos anos, acontece sempre nas noites dos domingos na praça central do bairro do Cohatrac em São Luís do Maranhão. A importância do projeto Sebo no Chão é seminal por descentralizar o fazer artístico que antes ficava preso a região da Praia Grande de São Luís, local que possui um importante conjunto arquitetônico com prédios do período da colonização no Brasil, hoje o projeto é pioneiro também no mapeamento de novos artistas do cenário musical da capital maranhense, e segundo os organizadores só tende a crescer com as novas ações que estão sendo pensadas para um futuro bem próximo.

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Arte na praça


                                         Atallaia na primeira apresentação na tabacaria

No Catarse

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