Ainda sem data para lançamento, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá preparam um documentário sobre a turnê ‘Legião Urbana — XXX Anos’.
Vamos pegar a reação do público com as músicas. Tem sempre histórias de fã em relação a alguma canção da Legião”, conta Dado. Material humano não falta: se nos anos 1980 e 1990 a Legião Urbana fazia esparsos shows, dessa vez Dado, Bonfá e os novos companheiros (o cantor André Frateschi, o baixista Mauro Berman e o guitarrista Lucas Vasconcellos) fizeram diferente.
“Foram 90 apresentações em um ano. Fomos a Teresina, Macapá, São Luís do Maranhão. Com o Renato eram no máximo 20, 30 shows num ano”. No Circo, a procura fez o grupo abrir uma data extra, no domingo — uma matinê, às 18h, em que pais podem levar filhos de até 10 anos.
Dado prepara um novo disco solo que sai em março, com parcerias com amigos como Adriana Calcanhotto e o gaúcho Nenung. “É um disco que fala muito sobre fogo, sobre a fascinação que ele traz. Digamos que é um disco bem quente”, brinca.
DVD da turnê de 30 anos, ou CD de inéditas, não vão sair diz Dado. “Temos uma relação com o herdeiro do Renato (Giuliano Manfredini) que é a pior possível e não nos interessa estender esses laços. Dia 30, encerramos a turnê em Caraguatatuba (SP) de forma honesta. É o que vai ficar registrado”, diz.
"Os
homem tão virando mulher, as mulher tão virando homem, mas eu ainda sou homem",
"Eu vejo Havana tão linda, lembro
Getúlio Vargas, homem democrático das forças armadas", "A Mulher que faz aborto não tem pena do seu
próprio corpo". O autor dessas frases é o músico, compositor
independente Daminhão Experiênça,
verdadeiras pérolas que fazem parte do cancioneiro deste que pode
tranquilamente ser considerado o mais maldito dos malditos da MPB. Damião
Experiênça é o nome artístico de Damião Ferreira da Cruz, nascido em Lauro de
Freitas na Bahia em 1935. Segundo alguns Daminhão foi operador de radar da
Marinha do Brasil e depois de ter forjado uma queda onde bateu com a cabeça,
foi aposentado por invalidez. A queda seria responsável pela confusão mental
que é a principal característica da persona do artista. Detentor de uma vasta
discografia composta por 36 discos, o mesmo só confirma 28 deles, uma
curiosidade sobre sua discografia é que uma bolacha poderia conter dois discos,
um de cada lado. O grande público reconhece Daminhão como mais um desses esquizofrênicos
que se aproximaram da arte, porém estudiosos e admiradores afirmam que o cantor
é dotado de uma visão profunda de mundo, visto por eles como um verdadeiro
sábio.
Capa do Primeiro álbum
O
visual de mendigo sempre foi uma marca, os instrumentos usados na gravação dos
discos estão inclusos na indumentária sui generis de Daminhão Experiênça, no
inicio de carreira costumava gravar os discos usando um violão de apenas uma
corda, e instrumentos percussivos recheados de objetos estranhos como tampinhas
e marimbas, as letras quase desconexas estão distribuídas em temáticas variadas,
dentre elas João Cândido da Revolta da Chibata, passando por Isabelita Perón,
Bob Marley, Adolf Hitler, Fidel Castro, Getúlio Vargas misturados a comunismo,
aborto, ditadura, drogas, música, semiótica, rastafári, e nomes dos planetas
criados por ele em geral. Podemos citar como clássicos as composições Eu Adoro Apanhar de Mulher, Eu Nasci Pra Ser
Sustentado Por Mulher e Sou Ladrão.
Nos
últimos anos a obra musical de Daminhão Experiênça tem alcançado certo
reconhecimento tanto no Brasil quanto fora, na gringa o artista é comparado a
Frank Zappa, Jandek, Moondog, Fela Kuti, Sun Ra e Captain Beefheart. Em 2009
Daminhão retornou aos palcos, realizando um surpreendente show no SESC – Santo André
(SP) ao lado de novos músicos admiradores de sua música, nesse mesmo ano saiu o
documentário sobre a vida e carreira do artista, advento esse que vem ajudando
as novas gerações a descobrir o cantor. Recentemente saiu a noticia de um longa
metragem sobre a vida do artista, produzido pela AKY Filmes, o ator Lázaro
Ramos seria o ator escolhido para interpretar Daminhão Experiênça.
“As turnês dos Beatles mais pareciam o Satyricon
do Fellini”. Essa afirmação de John Lennon sobre as excursões dos Beatles
nos dá uma ideia de quão loucas eram. O documentário
dirigido pelo estrelado diretor Ron Howard (Código
Da Vinci, Uma Mente Brilhante) passará a limpo os bastidores dessas turnês da
banda ao redor do mundo. Curioso dizer que um dos fatos que tornaram eles a
maior banda de rock de todos os tempos, foram exatamente os diversos shows que
fizeram no inicio de carreira pelos bordéis de Hamburgo e claro no lendário Cavern Club em Liverpool. A banda se
tornou nesse período a mais senão uma das mais afiadas em público. Mais curioso ainda é dizer que a banda só se
apresentou ao vivo até o ano de 1966, mas como isso pode ter acontecido se a
banda durou até a virada da década de 60 para os 70? Um dos fortes motivos para
a banda ter encerrado suas apresentações ao vivo no ano de 1966, foi exatamente
o barulho ensurdecedor do público nos estádios, a gritaria das garotas, conforme
os integrantes disseram, eles não escutavam os próprios instrumentos e em
alguns momentos não ouviam nada além dos gritos vindo da plateia. O lançamento
de Eight Days Week está previsto para o dia 16 de setembro nos cinemas
americanos e logo em seguida no resto do planeta.
Nos últimos cinquenta anos a música passou a
ser encarada por pesquisadores no mundo inteiro, como um artifício que vai
muito mais além do prazer de audição, com o passar do tempo tais pesquisadores perceberam
que poderiam usá-la como forma terapêutica em diversos problemas de saúde. O documentário
A Story Of Music & Memory chama a atenção para o uso da música no
tratamento de idosos nos E.U.A, muitos deles com sintomas de demência por conta
de doenças como Alzheimer, Esquizofrenia, Bipolaridade e algumas outras doenças
neurológicas.
cena do documentário
O documentário mostra a luta emocionante de um
desses pesquisadores buscando apoio e recursos financeiros em todo o território
americano para a compra de IPOD`S para esses pacientes. Em diversos exemplos
mostrados no documentário pode-se ver como a música se mostra um remédio muito
mais eficaz que as drogas em busca do despertar desses pacientes, ao começarem
ouvir certas canções eles recuperam lembranças adormecidas no fundo do
inconsciente, esboçam alguns movimentos por conta do ritmo e o mais importante
voltam a sorrir numa espécie de ressurreição em vida por conta dos estímulos advindos
do ato de escutar música. Infelizmente o documentário não está disponível na
integra no youtube, somente em streaming no Netflix.
Essa nova geração nascida no
meio dos anos 2000, pouco pode acompanhar os anos dourados da MTV Brasil. A geração
anterior que foi pré-adolescente e adolescente nos anos 90 essa sim pirou com
aquelas toneladas de novas informações voltadas para o entretenimento. Quando a
MTV Brasil entrou no ar, a MTV gringa já existia há dez anos. O documentário
sobre história da MTV Brasil é imprescindível para entender a historia da
juventude brasileira da década de 90 e meados dos anos 2000. É tamanha a importância dela
no Brasil pelo motivo de que em determinado momento a MTV Brasil era a própria
cena pop no país, ou seja, ela não só propagava os passos dos novos artistas e
bandas como de alguma forma era um próprio produto de si mesma.
No dia 29 de janeiro chega
às telonas o longa-metragem Cássia, de Paulo Henrique Fontenelle, que relembra
a vida e obra de uma das mais polêmicas vozes da música nacional. Em um trecho
divulgado com exclusividade pelo site da Rolling Stone Brasil, Cássia Eller
fala sobre a relação dela com a fama e como ela enxerga o próprio trabalho.
"Eu nunca tive a ilusão
de fazer sucesso. É claro que isso era a coisa que eu mais queria na minha
vida. Mas eu não queria que fosse empurrado goela abaixo do público", diz Cássia
na vídeo. As imagens ainda contam com cenas inéditas de shows e apresentações
ao vivo. A timidez, a relação de Cássia com as drogas, o sucesso, a gravidez
inesperada, a pressão da fama, as amizades e a sua morte são alguns dos
assuntos abordados no filme.
Em Cássia, os depoimentos de
familiares, como a companheira Maria Eugênia Martins e o filho Chicão; de
amigos como Deborah Dornellas; de jornalistas como Tárik de Souza e Arthur
Dapieve; e artistas como Zélia Duncan, Nando Reis e Oswaldo Montenegro,
aparecem ao lado de imagens de ensaios, entrevistas e cenas da intimidade da
cantora.
“As músicas da Cássia Eller
fazem parte da trilha sonora da vida de muita gente. Sua arte e sua atitude
continuam emocionando e influenciando as pessoas. Mas eu queria ir além e
mostrar o outro lado dessa mulher que pouca gente conheceu. Uma figura tão ou
mais admirável que a artista, que amava a família, o filho, os amigos era
extremamente amorosa e tímida e que tinha na música e no ato de cantar uma
necessidade de vida”, afirma o diretor.
Documentário que trata de
todo o universo do cancioneiro da música brega no Brasil. A dita música de “corno”
que encontra nas cidades do interior do país o seu habitat natural, com depoimentos
de mestres do estilo musical como Adelino Nascimento, Odair José, Wando, Amado
Batista e outros. O documentário Vou
Rifar Meu Coração passa a limpo essa música que tem como matéria prima a
traição, bares e paixões avassaladoras, uma sonoridade que detém uma grande leva de
seguidores no país inteiro.
De volta com o DOC-ROCK, neste
domingo em um documentário diferente trataremos sobre o homem que moldou o
mundo em que vivemos na atualidade sobre o prisma do seu olhar. Steve Jobs
talvez o maior gênio da tecnologia de todos os tempos. Relatos de pessoas que
trabalharam com ele, sua obsessão por aquilo que acreditava, como seus erros
foram importantes para seu sucesso e como o estado atual do nosso cotidiano foi radicalmente alterado por causa de suas ideias.
Os
anos 70 representaram para o rock, uma espécie de período dourado em termos de
genialidade envolvendo artistas solo e bandas de sucesso. Foi nesse período que
surgiram os grandes clássicos de bandas hoje consideradas “Dinossauros”
do rock. Podemos citar o Black Sabbath, Deep Purple, Led Zeppelin, AC/DC, Judas
Priest, só para citar alguns nomes. O documentário abaixo trata de um álbum
clássico de uma banda que se enquadra perfeitamente nesse rótulo citado acima.
O Pink Floyd vendeu e vende milhões de discos até hoje no mundo inteiro. Muito
desse prestigio entre os fãs e a critica especializada se dá por conta de
alguns álbuns lançados nos anos setenta, dentre elesWish You Were Here,lançado em 1975 pela banda, o álbum
clássico trata de assuntos como sucesso e falta de privacidade por parte dos
grandes ídolos da musica pop, a cobrança da indústria fonográfica por grandes
hits e ótimas vendagens de discos, o medo de como fazer um disco a altura do
anteriorDark Side Of The
Moon,e de fato uma homenagem
feita pelos quatro integrantes a Syd Barret, membro fundador do Pink Floyd,
tido por muitos como um dos maiores gênios da música pop produzida no final dos
sessenta e começo dos setenta. O músico se afastou da banda após um surto de loucura
sofrido ainda no ano de 1968. O principal tema do álbumShine On Crazy Diamond,foi composto em sua homenagem,
contendo mais de dez minutos de duração a canção trata na letra da perda
precoce de Syd Barret para um estado de quase vegetação mental. Usuário
contumaz de LSD, Syd nunca mais conseguiu voltar ao seu estado normal após o
surto. É emocionante o relato da aparição de Syd Barret nas gravações do álbum.
Imprescindível para qualquer fã de rock ‘n’ rool o documentário que trata do
álbum clássico, nos reporta ao período do lançamento, está tudo explicado lá
como surgiram às ideias das composições e a idealização da capa, todas as
pessoas envolvidas na produção. Depois desse documentário toda vez que você
ouvir esses versos Remember when you were young?You
shone like the sunShine on, you
crazy diamond (lembre-se quando você era jovem?Você brilhava como o sol, continue a brilhar,
como louco diamante)você irá entender para
quem e porque eles foram escritos.